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quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Quando ninguém olha...

Será que existe uma recompensa para tanta provação? Quando que vou parar de ser testado? Até quando serei levado ao meu limite? Por quanto tempo ainda poderei me manter firme, tal qual uma fortaleza, e não me deixar abater para não abater os que me cercam?
A irmã ligou para a mãe deles, desabou a chorar. Em seguida, a mãe fala com ele, ele firme e forte, mostrando que tudo estava sob controle, que ele estava num mar de rosas e que tudo iria se resolver. Mas esperem, ele tão positivo assim? Quando na verdade ele deveria era mostrar pra mãe o quanto estava irritado com tudo aquilo e querendo pôr fim o quanto antes! Por que não o fez? Ele só queria mesmo, ela deixá-la tranqüila, mostrando que apesar dos pesares, eles estavam bem.
Mas de qualquer modo, ele não consegue se manter em pé por muito tempo, logo sua armadura cai e se desfaz em pó sendo levada pelo vento. Quando ninguém está olhando, sua fortazela desaba, ele volta a ser uma criança precisando de um abraço protetor.
Ele sempre pareceu uma sólida rocha, maciça, mas na verdade, aquilo sempre foi uma casca tão frágil que com uma batidinha de leve, se parte em mil pedaços.
Não poderia deixar a irmã vê-lo assim, afinal, se um desabar, tudo se cai em efeito dominó. Então ali estava ele, completamente nu, fragilizado e vulnerável. Sozinho (fisicamente), pois num outro plano, ele sabia que tinha amigos dando a força que ele mais precisa.
Ele tem medo de trocar a sua fortaleza pela amargura e se tornar seco, sem emoções, sem sentido. Ele luta para não se fechar num casulo que dá a falsa idéia de proteção, quando na verdade, não te protege das agressões do mundo e sim te deixa como um ser inanimado à parte de tudo isso. A proteção vira exclusão, vira solidão.