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quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Revendo "A dama na água"

Eu já mencionei por aqui que não me considero crítico (especialista) em nada. Quando comento sobre filmes e música, deixo apenas minhas sensações. Dito isso, vamos para a conversa de hoje. 

A DAMA NA ÁGUA 

http://movies.radiofree.com/reviews/ladyinth.shtml

Lançado em 2006, A dama na água (Lady in the water) é um filme do diretor M. Night Shyamalan - que também dirigiu O sexto sentido - e que acabou me surpreendendo. Como já sabem, adoro filmes de terror/suspense e, na época, recordo-me de que o trailer passou uma ideia de que seria um filme do gênero. Eu não poderia estar mais enganado. 

Sendo curto e grosso: é uma fábula. Fugindo do tradicional, o filme não nos tenta convencer de que é uma fábula, ele simplesmente segue o fluxo como se tudo aquilo fosse normal. Eu confesso que demorei a perceber isto, passei mais da metade do filme esperando aparecer algum fantasma ou algo parecido. Depois de muitos estranhamentos, quando o filme chegou ao fim eu me peguei com o olhos marejados. Exagero? Pois que seja. 

No geral, o filme foi muito apedrejado e não vou discutir esta questão aqui. Não me interessa mesmo. O fato é que depois de O sexto sentido, acredito que muitos pensaram que todos os filmes dele seguiriam a mesma linha. 

Há um quê de mistério nos filmes de Shyamalan (pelo menos nos que eu assisti), mas passa longe de ter aquela tensão que causa os famosos sustos nos espectadores. 

Por que os estranhamentos? Os personagens aceitam muito fácil a situação fantástica que o filme apresenta: ninfa do mar, criaturas da floresta, águia gigante. Então eu paro e penso, em fábulas ou contos de fada acontece a mesma coisa, animais falantes, árvores falantes, tudo é tido como algo natural, a diferença é que estes são geralmente animações/desenhos e A dama é com gente de carne e osso. 

O que me surpreendeu mesmo foi a história, e é bem simples: humanos e seres do mar perderam o elo de comunicação e ao perdê-lo, por culpa dos humanos, o mundo dos homens tornou-se ganancioso e descontrolado, com guerras e destruição. No entanto, os seres do mar nunca desistiram de tentar se comunicar com eles. Manda uma criatura para a Terra vez ou outra com uma missão e depois esta criatura precisa voltar para casa. Claro que nem tudo é tão simples assim.

O filme trata-se de fé, sem ela, nenhuma personagem teria seguido em frente para ajudar a ninfa a retornar para o seu mundo. Trata-se também de conexão/cooperação, sim, estamos todos conectados de certa forma e cada um pode contribuir para o bem geral. Para ajudar Story (a ninfa) a retornar para casa, é preciso encontrar um curandeiro, sete irmãs, um guardião (e devo estar esquecendo de algo) e cada um exercendo a sua função, contribuem para um alvo em comum, ajudar o próximo. 
"Obrigado por salvar a minha vida"
"Obrigado por salvar a minha vida"
http://www.fanpop.com/clubs/m-night-shyamalan/images/1027044/title/lady-water-screencap

Não posso deixar de mencionar as coincidências. Muita gente acredita que elas não existem, tudo acontece pois já estava traçado. E no filme, a maior coincidência de todas foi quando descobriram quem era o verdadeiro guardião, aquele que poderia derrotar a fera que tentava aniquilar Story. Ele apareceu no momento exato! Parece incrível não é?! Mas quantas vezes isto não acontece conosco? 

Alguns acreditam e outros não, mas viemos ao mundo com um propósito e vamos descobrindo sobre isto no decorrer de nossa jornada. No filme, personagens que pareciam "inúteis" (digamos assim) são extremamente necessários para o desenrolar da grande tarefa: ajudar Story a voltar pra casa. Em outras palavras, todos temos nosso propósito neste mundo, por vezes descobrimos por conta própria e outras vezes alguém nos ajuda a perceber a nossa importância. 

E os meus olhos marejados? Quando a última cena ocorreu, tomadas vão mostrando todos aqueles que foram responsáveis por aquele desfecho. Eu me dei conta desta corrente de pessoas do bem, praticamente estranhas umas para as outras, mas unidas por um propósito. É como quando a gente vê aqueles vídeos "recuperando a fé na humanidade". Parece frívolo ou simples demais para me emocionar, mas me emocionou.

http://www.fanpop.com/clubs/m-night-shyamalan/images/1027068/title/lady-water-screencap
O filme tem falhas? Deve ter. Assim como eu falei no post sobre "The veil", eu gosto mesmo é da experiência, para mim, ela foi boa. Ver e rever este filme foi uma surpresa boa.  

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Shakira - Duetos (parte II)

Vamos dar continuidade ao nosso especial Shakira! E já começo com um tiro no coração (ao menos para mim).

SHAKIRA E MIGUEL BOSÉ
https://www.youtube.com/watch?v=_nb0mouZBhw
O dueto foi uma regravação da canção Si tú no vuelves, lançada em 1993, do próprio Miguel. A original pertence ao disco Bajo el signo de Caín (1992) e a regravação é do Papito (2007). Para mim, esta é uma das músicas mais tristes já criadas, tanto pela letra quanto pela melodia. Quem me apresentou foi um amigo muito especial que já não está mais entre nós. Sendo assim, muitas lembranças. Ouve aí e me diz. 

 

SHAKIRA E IVETE SANGALO
https://noticias.bol.uol.com.br/fotos/entretenimento/2014/07/16/em-poucos-passos-copie-os-cabelos-de-ivete-sangalo-e-shakira-na-final-da-copa.htm
Finalmente! Talvez fosse um dueto muito esperado pelos fãs. Duas musas latinas unidas. E provavelmente, muitos conheçam a faixa. Shakira foi chamada a fazer uma participação no disco de Ivete Sangalo, o Real Fantasia (2013). Teria todos os ingredientes para ser um hit, mas problemas de autorização impediram o dueto de figurar na versão física do disco, ficando apenas como faixa-bônus na versão digital. A letra não me agrada muito, poderia ser mais explorada, mas para se dançar, não tenho do que reclamar. Ivete e Shakira pedem e repetem "dançando, dançando, dançando" e fica meio difícil de ficar parado. Teve clipe, mas infelizmente foi sem Shakira. 



SHAKIRA E BEYONCÉ
http://weheartit.com/entry/99393119
Outra combinação explosiva lançada em 2017. Beautiful liar foi um belíssimo diálogo entre Beyoncé e Shakira. A americana até aprendeu a fazer uns movimentos de dança do ventre para o clipe. A música é uma bela mistura do R&B e hip hop de Beyoncé com os elementos latinos e arábicos comuns em Shakira. As duas descobrem que estão sendo enganadas pelo mesmo homem. Ao invés de brigar, resolvem se unir e não perder a amizade e percebem que não vale a pena se desgastar por este "belo mentiroso". A música está na reedição de B'day (2006). Um versão que misturava o espanhol também foi lançada, mas sem Shakira, chamada Bello embustero. 



E aqui termina a parte dois. Apesar do começo entristecido, terminamos cheios de alegria com dois duetos para se dançar. Fiquem ligados que logo mais teremos a continuação. Shakira e seus duetos daria um CD inteiro.