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sexta-feira, 30 de outubro de 2015

And the other boys freak out!

Você já ouviu falar em Nile Rodgers. 


Eu não fiz uma pergunta, eu afirmei. Como posso estar tão certo disso? Simples, o cara é um dos fundadores dessa maravilha aqui: 


Ele não apenas foi um dos autores da letra de "Le Freak" do Chic, como também foi um dos produtores da canção. 

A lista de colaborações com sensações disco daquela época é enorme. 

Quer mais? Ele foi um dos produtores deste disquinho aqui:


Nem preciso comentar mais nada. 

Existe aquela célebre frase de que "quem vive de passado é museu", mas o cara está ativo desde aqueles tempos e só temos a ficar bem agradecidos por isso.

O mais recente trabalho foi um feliz acidente, pois a canção era para ser originalmente com a colaboração de Jake Shears apenas (aquele do Scissor Sisters). Só que o mocinho não conseguiu segurar a língua e correu contar para a sua BFF que também quis participar da faixa. A amiguinha Kylie! 


Imagine só, estou eu trabalhando em meu disco e Kylie pede para fazer parte de uma faixa, eu vou dizer não?! 

O disco em questão, Collateral, é da dupla australiana NERVO (Miriam Nervo e Olivia Nervo), as moças mandam ver na música eletrônica. Colocando a cereja neste bolo, chamaram Nile Rodgers para um solo de guitarra (Sim! Ele também aparece no vídeo). 



O resultado? "The other boys", uma canção com um Q de passado e com muito do presente. Lembra, sim, muita coisa já feita pelo Scissor Sisters e que lembra muita coisa feita na era Disco, mas o que importa?! Tem Kylie, tem Jake, tem Nile e tem NERVO, tudo junto e misturado, é pra dançar e não parar mais. Deixa no repeat e seja feliz. 



fonte: 
http://time.com/4090561/nervo-kylie-minogue-jake-shears-and-nile-rodgers-the-other-boys-video/

imagens: en.wikipedia.org / timeout.com / idolator.com

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Clonadas

Se uma diva pop já é bom, imagine duas, três, quatro dela mesma! 



De vez em quando elas cansam de fazer o trabalho sozinhas e saem se clonando por aí. 

All is full of love
Começando com a mais excêntrica de todas, Björk nos oferece uma versão diferente de si mesma, aparece em seu clipe como um robô, ou melhor, dois. Eles estão sendo "construídos" e terminam com um beijo super apaixonado. O clipe foi bastante premiado e figura entre um dos melhores da carreira da cantora, uma obra-prima. 



Die another day
Seguindo esta linha, Madonna também resolveu aparecer em dobro e também de forma diferente. Pois ao contrário do vídeo anterior, nada de beijo aqui, as duas estão lutando entre si, elas se odeiam. A ideia é a representação da luta entre o bem e o mal. A canção faz parte da trilha sonora da franquia 007. 



Hold it against me
Quem resolveu lutar consigo mesma foi Britney Spears. Um clipe super estranho, com dançarinos sem olhos, Spears cercada de televisores que passam todos os clipes de sua carreira, nada como terminar com ela e sua cópia entrando no tapa. 



Come into my world
Agora as coisas mudam um pouco, chega de duplicações, vamos ter triplicações, quadruplicações. Um dia pacato, Kylie Minogue sai de um estabelecimento, deixa cair um pacote na rua e dá uma volta completa pelo bairro. Em seguida, vemos uma nova Kylie saindo do mesmo lugar da primeira... estamos em um looping. As cenas ao redor também se duplicam, mas a narrativa continua conforme cada volta terminada pela cantora. Só vendo para entender (aliás, foi esta música que batizou o meu blog).



Lose my breath
Com essa folia de sair se clonando fora de controle, as Destiny's Child (que já eram três por natureza), encontram com suas réplicas. Fazem uma batalha de rua, ao invés de sair no tapa, elas saem na dança. 



Candyman
Falando nisso, Christina Aguilera cansou de ser sozinha e resolveu viver em bando. Dupla é coisa do passado, ela resolveu que agora seria um trio (e retrô). O vídeo é baseado na época naval dos anos 40. As três Aguileras puxam o coro da canção e dançam sincronizadas. Sem brigas e sem beijos. 



Don't stop (Funkin' 4 Jamaica)
Outra diva que resolveu viver em trio por alguns minutos foi Mariah Carey. As três embalam uma festinha, com suas vozes poderosas. Ao invés de se vestirem idênticas como as versões de Aguilera, aqui cada uma segue um estilo, as outras Careys parecem mesmo é servir de backing vocal para a do meio. Só mesmo a Mariah para ser backing dela mesma. 



Our time
Se clonando, mas carregando personalidades diferentes, temos Lily Allen pegando um táxi ao sair da balada e indo pelas ruas de Londres. Como amigas se encontrando pelo caminho, cada Lily curte a noite à sua maneira (dentro do carro, muito parecido com algo que eu já vi por aí). Como se não bastasse, duas clones se pegam no tapa no meio da rua. 



Ironic
O clássico da clonagem: Alanis Morissette. Com certeza Lily se inspirou nesta ideia e não sei se Alanis se inspirou em alguma outra quando filmou o clipe. Sei que ela entra em seu carro e quando a canção chega ao refrão, vemos que ela não está sozinha. Lembrando que o vídeo é de 1996 e cada Alanis aqui encarna uma personalidade diferente. Como no clipe de Lily, Alanis também termina sozinha. 



E você gostou dos nossos clones? Esqueci de algum? Comenta aí.


imagem:
www.chron.com

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Aguilera: é tão bom quando não grita

Que Christina Aguilera é uma das vozes (se não a voz) mais poderosa de sua geração, todo mundo sabe. Mas que também ela grita demais em suas músicas, todo mundo concorda. 

Não sei se foi o fato de que no início de sua carreira ela foi muito presa, fazendo com que ela saísse gritando para expressar liberdade, apenas sei que pessoas que estudam música são unânimes ao dizer que voz boa ela tem, mas que não tem técnica nenhuma e está a cada dia estragando o seu instrumento. 


Se você sempre fugiu de Aguilera por não suportar os seus gritos ou se você, assim como eu, se cansa em alguns momentos de tantos berros, chegou a hora de saber que existem músicas em que ela canta sem gritar. Sim, acredite, Christina Aguilera tem canções em que mostra o porquê de ser considerada uma das vozes mais poderosas de sua geração (e sem precisar nos convencer no grito). 

O primeiro disco


Pode ouvir tranquilo, em alguns momentos teremos uns gritos, ou melhor, a voz dela usada para cantar da maneira correta, subindo o tom de voz (quem entende de música sabe melhor do que eu o nome correto, se é "chest voice" e "belting" etc). Apesar disso, Aguilera sempre disse que se sentia muito presa, inclusive vocalmente, neste primeiro disco, por isso ela chutou o balde e lançou...

Stripped


Po-lê-mi-ca! Aqui ela libera geral, em todos os aspectos: sonoro, visual, comportamental... Acalme-se, existem faixas aqui em que Aguilera nos presenteia com uma suavidade que impressiona. 

Por exemplo, a doce e romântica "Loving me 4 me"


Uma declaração de amor em que Aguilera expõe que seu amado gosta dela por ser quem ela é e não pelo que ela representa: "uma superstar". Ele é verdadeiro, é honesto ela a ama de forma pura. 

Você também pode gostar da faixa-título "Stripped" (no disco se divide em parte I e II)


Neste vídeo, provavelmente usado para sua turnê, Aguilera deixa bem claro como se sentia com relação à sua carreira. Na letra, ela se desculpa por não ser aquela que desejavam que fosse, por não ser uma virgem nem uma vadia e por aí vai. Bem diferente dos "sussuros" da faixa romântica citada anteriormente, aqui temos uns trechos mais falados e quando canta, não está gritando. 

Também pode se emocionar com "I'm OK"


Acho que esta faixa é a mais explícita no sentido de se "despir". Christina Aguilera narra sobre os abusos sofridos por ela e sua mãe pelas mãos de seu pai. Apesar da ferida sarar, a dor continua a mesma e contudo, ela está bem. Durante a gravação da faixa, Aguilera chorou no estúdio e ao invés de regravar, a canção foi usada assim mesmo. Nesta versão ao vivo, é possível sentir [ainda] a dor em sua voz. Ao final, temos um tom de voz elevado, mas sem gritos (para meus ouvidos amadores). 

Back do Basics


Ela encarna o visual das divas dos tempos dourados de Hollywood. Um disco praticamente voltado para expressar o amor pelo seu marido (que agora é ex). 

Ela revisita a dor em "Oh Mother"


Apesar de falar novamente sobre o passado sombrio, a canção é mais uma homenagem à sua mãe, falando da força da mulher que praticamente salvou a si mesma e aos filhos. Temos um grito? Temos sim, lá perto do final, mas nem se compara à dor de cabeça que ela nos causa em outras faixas, que são praticamente cantadas em alto e bom tom. 

Vocais contidos e bem trabalhados em "Without you"


"Que mundo seria esse sem você?", ela teve que aprender a viver nele, já sabemos que não é mais casada com aquele que inspirou as letras. Temos vocais mais controlados aqui. 

Fazendo a linha LP com "I got trouble"


Se tem uma música em que ela mostra seu controle vocal, pelo menos para mim, é com essa daqui. Sua voz soa abafada, para nos lembrar daquele efeito de LP bem antigamente, e também aquela voz vinda do rádio. O vibrato dela me encanta. 

E o que dizer sobre a suave "Save me from myself"?


Nesta daqui eu garanto, ela é praticamente um sussurro perto das outras canções de seu repertório. É muito bom ficar ouvindo sua voz aqui e todo o seu controle do "falsete". 

Bionic


Experimentando uma sonoridade totalmente diferente (ou nem tanto assim), Aguilera deu um passo à frente com este disco e que, claro, não foi muito bem recebido. 

A romântica e erótica "Sex for breakfast"


O título já diz tudo, vocais mais suaves deixam uma carga mais sensual para a letra. Longe de querer ser uma canção sexy, está mais para um romantismo-ousado. 

A retrô e metafórica "Elastic love"


Aqui ela soa até meio robótica mesmo, intencionalmente. Abusando dos filtros e dos efeitos, Elastic love nos leva de volta aos anos 80. A faixa tem como uma das escritoras a cantora M.I.A. 

"I am" é quase uma canção falada


Christina Aguilera canta sobre todos os seus "seres": é emotional, é imprevisível, é imperfeita, é vulnerável, e por aí vai. Vocais totalmente controlados. 

BÔNUS:

A canção fofinha, trilha sonora do filme Burlesque


Ah como eu queria que ela seguisse com essa linha musical, não apenas pela sonoridade que combina com ela, mas pelo jeito de cantar. 

Por mais que eu adore seu vozeirão, Aguilera precisa aprender que muitas vezes menos é mais. Sua voz é linda, mas quando ela resolve apenas sair gritando por aí, além de prejudicar a voz (como os especialistas afirmam) ela machuca nossos ouvidos. Seja uma boa menina e cante de verdade, voz você tem, falta usar com moderação. 

Esqueci de alguma? Sinta-se à vontade para comentar. 

imagens: rollingstone.com / en.wikipedia.org

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Profana, Recanto e Estratosférica

Muitos já sabem que quando se trata de música nacional, o meu gosto se limita. Também já sabem que eu prefiro muito mais escutar vozes femininas do que masculinas. Dentre as vozes femininas que me chamam atenção, Gal Costa sai em disparada. 


Primeiro que ela me fez beijar a lona, pois eu considerava apenas boas cantoras aquelas que escreviam e produziam o seu próprio som, Gal faz algo melhor ainda. Como intérprete, faz com que a poesia de outro torne-se sua, como se aquela canção tivesse saído de suas entranhas.

Meu primeiro contato com Gal - o mais honesto, ou seja, quando eu escutei porque quis - ocorreu quando eu tinha por volta dos 14/15 anos. Uma tia emprestou uns LPs e no meio deles estava o "Profana", além da capa gritar em meus olhos, um selo modesto de censura deixou aquele gostinho de "quero saber o que foi censurado".



Eu já conhecia Madonna, então, eu tinha paixão por algo polêmico. De cara, viciei em "Vaca Profana" (a faixa censurada). Além da letra, que na época eu não entendi nada, a melodia, a voz e os "ê ê ê ê", no que se pode chamar de refrão, fizeram a música grudar em mim. O disco foi lançado 1984, décadas depois eu tive acesso e hoje ouço como se fosse lançamento. Aquele som bem típico dos anos 80, algumas faixas com uma pegada meio forró meio frevo, outras de se apaixonar - estilo trilha sonora de novela. E Gal com sua voz potente e aguda.



Muitos anos se passaram e sem querer cliquei em uma notícia que anunciava os melhores e piores shows do cenário nacional. Vamos ver o que está rolando. Não me recordo em que site foi, mas o autor da matéria anunciou como ponto alto o show da Gal, o "Recanto ao vivo". Até aí, tudo bem. Logo veio o golpe "... para divulgar o disco homônimo [Recanto, 2011], que é uma experimentação com batidas eletrônicas....", pausei o vídeo e corri procurar pelo disco. 


Achei e amei. A faixa inicial, "Recanto escuro" é fria, crua e linda. Favorita. O disco entrou para o meu hall de queridinhos. Ouço muito e temos uma Gal sempre atrevida com a sonoridade das canções, sem medo de arriscar. Sua voz, já diferente pelo tempo, não perdeu seu encanto e nem sua potência. O show? Decorei de trás para frente. Se escutar bem, "Recanto Escuro" é bem biográfica. 


Alguns anos se passaram e descubro que ela lançou o "Estratosférica" (2015), demorei para querer ouvir, pois o "Recanto" já havia me satisfeito imensamente. Fui ler à respeito do disco e a crítica elogiou uma faixa escrita por Tom Zé - "Por baixo" (toda safada, do jeito que Tom Zé sabe fazer). 


Fui ouvir e... não parei mais. Faixa a faixa, o disco foi me seduzindo. Alguns arranjos parecem simples e medíocres, mas algo neles seduz e, junto com a interpretação de Gal, vicia. A audácia aqui fica por conta dos compositores serem todos novatos, se comparados aos monstros da música com quem Gal já trabalhou (a saber, "Recanto" é todo de Caetano Veloso). 


As capas dos três discos valeriam uma postagem isolada, gosto de todas. E quando vi a capa do disco mais recente, imediatamente me remeteu à do "Profana", o cabelão principalmente.

Gal Costa me conquistou com estes três trabalhos, por conta disso, sinto enorme vontade de ir a algum show dela. Abaixo, listo outras canções favoritas de cada disco (algumas delas), se você ainda não ouviu, dê um clique e se delicie também (ou não). Eu continuo aqui, ouvindo sem parar.

Profana

Recanto
Autotune Autoerótico (adoro a rouquidão do ao vivo)

Estratosférica

images: pt.wikipedia.org / advivo.com.br

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Kylie + Garibay... again!

Depois de sumir, cá estou!


Kylie + Garibay, juntos lançaram (mais) um EP em 11 de setembro. Ambos dispensam apresentações. 
Fiquei bastante ansioso pelo novo material, pois no ano anterior eu já havia gostado das quatro canções que eles haviam lançado (aliás, três, pois uma delas é do Garibay e a Kylie participa). Rolou até um curta com as músicas. 


Quando vi o tracklist, deu um pouco de medo ao ver o nome do Shaggy ali. (Não lembra dele? Dá o play). 

Mesmo assim, fui ouvir o EP. 

Black and White (feat. Shaggy)
Primeira música do disco e... amor imediato. A batida e os vocais logo na introdução, uma coisa meio amigos curtindo a vida. E o refrão vem explodindo tudo. Daí quando você achava que nada mais poderia vir da música, o trecho final (com os vocais do Shaggy) nos levam direto pra rave. 


Se o ritmo me fizesse narrar uma história, começaria com os amigos se arrumando, fazendo aquele esquenta em casa, depois os mostraria pelo caminho e quando chegassem ao destino (o trecho final), todos numa big festa, curtindo e dançando e rindo e fim. Minha favorita do EP com certeza.
If I can't have you (feat. Sam Sparro)
Confesso que eu nunca tinha ouvido falar em Sam Sparro. 

A intro me lembrou bem de leve uma música do Aoki
O refrão dessa música, estou falando da batida, é praticamente feito para balada gay. Super no estilo, já vejo pessoas batendo um cabelo. 


Uma faixa bem sexy, estilo Kylie. Eu acho, apenas acho, que ela deveria fazer um disco bem eletrônico, mais do que ela já vinha fazendo (apesar de que ela sempre foi mais voltada para a linha Disco).
Your body (feat. Giorgio Moroder)
Segundo "single" do EP. Começa como uma fala em italiano (é isso mesmo, produção?). Gostei da participação de Minogue no disco de Moroder. Agora "Your body" ainda me deixa dividido, não sei se eu gostei ou odiei. 
Espera, odiar jamais. Essa faixa, para mim, tem muito a cara da Lady Gaga, acho isso um problema (talvez). Gosto dos vocais, gosto do refrão que fica martelando na sua cabeça, mmmm...


Ah, o clipe, lindo como uma boa Minogue sabe fazer, apesar de ter bem cara daqueles vídeos backdrop usados em turnês, mas está lindo. 
Em resumo, é um EP que me deixou com vontade de mais, de um disco cheio de música assim. Digo e repito: Kylie, se jogue na música eletrônica por uma temporada, você vai amar e eu também.
image: en.wikipedia.org

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Tiê, música para os meus ouvidos.

Contagem regressiva: sábado tem show da Tiê aqui em Curitiba e eu vou, claro! Apesar de conhecê-la desde o seu primeiro disco (Sweet Jardim, 2009), eu ainda não tinha tido a oportunidade de vê-la ao vivo. Chegou a hora. 


Conheci Tiê por acaso, eu estava na casa de uma amiga com a tv ligada no Altas Horas, bêbados, não dando a mínima para a tv. Então, começou a tocar Assinado eu. Os dois imediatamente foram hipnotizados por aquela voz. Só voltamos a conversar depois que a música acabou. 





Tempos depois consegui encontrar o disco, comprei e ao ouvir o Sweet Jardim, super intimista e minimalista, é como se ela tivesse gravado de dentro do seu quarto, a paixão só aumentou, Tiê encanta demais. A faixa mencionada, sobre um namoro que não deu certo, ao contrário de sofrer, é ela quem acabou com tudo, ela quem partiu o coração do moço. A letra toda é muito interessante "é nossa obrigação, saber seguir em frente seja lá qual direção"




Chá verde é a minha faixa favorita, apesar de gostar do disco todo, mas ela tem algo que me encanta, esse ritmo valseado, esse piano, as vozes do coro que se junta à Tiê para encerrar a canção, é muito apoteótica. 





A Coruja e o Coração (2011), um disco com mais elementos sonoros, uma pegada mais folk e, como a própria Tiê diz, um disco mais alegre. Quem me conhece já sabe que amo corujas, e Tiê nomeia assim o disco. Faixa favorita: Só sei dançar com você
A canção é uma releitura, de autoria da Tulipa Ruiz (aliás, as duas e o Thiago Pethit vivem trocando figurinhas sonoras), Tiê deu uma pegada toda folk para a canção e, mesmo que a referência possa ser equivocada, tem um Q de trilha sonora de filme francês, principalmente a parte do acordeon. 
Perto e distante também merece muita atenção, principalmente pela letra "quem garante que o que você é, é o que o outro enxerga". 






Enfim, Esmeraldas (2014), o disco atual, nomeado por conta de um município de Minas Gerais, Tiê compôs algumas canções para esse disco ali. Paixão imediata pela A noite, uma versão de uma canção italiana e agora, trilha sonora de novela. Urso e Depois de um dia de sonho também merecem destaque, principalmente pela sonoridade. A faixa-título, assim como a própria cantora já mencionou, é uma canção épica, e eu sempre digo que me lembra música de abertura de novela da Globo. Nesse disco, temos muito mais instrumentos musicais e vozes. Parece que a cada disco, Tiê acrescenta elementos.





Como será o quarto disco de Tiê? Sei lá, mas com certeza eu vou amar, como venho amando todos esses daqui. 

Ansiedade é tamanha por esse show, nem acredito que verei Tiê, assim, de pertinho. 

As pessoas que me conhecem bem, podem se surpreender com minha paixão por Tiê, pois sua sonoridade foge do que eu estou acostumado a ouvir nesse mundo pop. O que chama minha atenção, a voz, Tiê possui uma voz de sereia, que hipnotiza, mas sem querer dar o truque depois, ela te encanta e te apaixona. Literalmente, Tiê é música para os meus ouvidos.


imagens: otempo.com.br / pt.wikipedia.org

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

O mundo a inspirou... e ela nos estrega "Water for your soul"

"Significa se regar (molhar a si mesmo). Se você encarar no sentido literal, quando se tem uma semente mas não a regar, logo ela não germina. Para mim, minha água é a música e a criatividade. E é ser livre. Se eu não tiver nada disso, eu não posso me regar e me sinto infeliz. Então, o que quer que seja a sua água, descubra e certifique-se de estar se regando regularmente." 
(Joss Stone para Digital Spy)

Sem mais delongas, vamos analisar agora o disco mais "mundialmente" influenciado de sua carreira. Com bastante elementos do reggae e hip hop (ela mesma declarou que são os elementos principais do álbum), esse disco ainda traz elementos de outros estilos como Stone aponta: "violão flamenco, tablas, violinos irlandeses, um coral gospel." Joss nos entrega mais uma vez a sua alma em forma de música.

Ela vinha cantando músicas do novo disco em suas apresentações, quando escutei o álbum eu me deparei com sensações do tipo: "opa, conheço essa".

Capa do sétimo disco da cantora.
Love me - abrindo o disco e mostrando bem a cara do novo trabalho, mais reggae impossível. Mas quem conhece o trabalho dela já viu um flerte com o estilo em "Less is more". Achei que eu iria estranhar, mas não. Ficou a cara dela. Os vocais são de uma calmaria só. Na letra, Joss implora ou pede implorando para que seja amada de forma honesta.

This ain't love - parte dessa música me lembrou do disco dela "Colour me free". Essa faixa é tipicamente Joss Stone, unindo seu estilo soul com R&B. É praticamente uma revisita ao seu trabalho. Apesar de Joss nunca ter "fugido" dele. Claro que temos bem de leve um elemento mais reggae quando nos aproximamos do fim da música, mas dura pouco.

Stuck on you - sabe paixão à primeira vista? Então, eu e essa música. A letra fala sobre você se prender a alguém que não te valoriza, mas quando você parece se afogar, existem pessoas (seus amigos) que te ajudam a sair do fundo do poço. A canção é bem influenciada por temas indianos, gostosa de ouvir. E o vídeo clipe é outro trabalho lindo, traduzindo o sentimento da letra. 

Star - inicia com cordas, parecendo uma música clássica, mas logo vem a quebra. Temos elementos R&B mais uma vez se sobressaindo, o refrão é um show à parte, um coral faz todo o trabalho, combinando bem com o que cantam "we are who we are". Um hino, praticamente. 

Let me breathe - uma pegada bem latina, lembrou quando a Aguilera fez essa mistura de pop/R&B/flamenco. Aqui ela pede pra pessoa deixá-la em paz, praticamente. "Don't make me love you no more", um coração partido ao som de uma Spanish guitar. 

Cut the line - essa música tem uma batida mais dançante, algo que me lembrou a África, assim de leve (posso estar errado na referência). Ainda assim, a guitarra do reggae marca presença. Com um arranjo levemente diferente e um pouco mais de sensualidade, Beyoncé poderia fazer essa música ser dela.

Wake up - totalmente reggae, com participação de Damian Marley (que aliás deu ideia para Joss fazer um disco nesse estilo). Mais "lenta" do que as outras, apesar de nada contra ao estilo, a batida daqui me irrita um pouco. Exceto o refrão que eu gostei. 

Way Oh - outro reggae, com uns vocais na introdução que me lembraram mais uma vez a África, talvez algum cântico sagrado de alguma tribo (nossa, eu viajo). Se você odeia reggae, amiguinho, é melhor ficar longe desse disco ou escolher as faixas que passam longe do estilo. 

Underworld - reggae de novo, lento. As letras do disco estão bem interessantes. 

Molly Town - um reggae mais aceleradinho, uma letra com historinha, puramente fiel ao estilo, até com as típicas pausas. 

Sensimilla - título de origem espanhola "sem semente", é um tipo de planta (se é que você me entende). Totalmente R&B. Bem Joss. Bem gostosinha de ouvir. "If you'd like to grow your own sensimilla, this is what you have to do." Anota a receita então. Confesso que não sei se é alguma metáfora ou se ela está mesmo dando a receita de algo bem curioso. Tem flauta (doce?) na canção. 

Harry's Symphony - reggae mais acelerado. E uma surpresa, ela canta um trecho de "Pure Morning" do Placebo. 

Clean water - eu não consigo identificar todos os elementos, mas é mais um reggae, com uns violões, uma coisa meio Jack Johnson. 

The answer - essa música encerra o disco, a versão normal dele (pois temos versão para Amazon e Target). O clipe divertidíssimo, a letra falando que devemos nos soltar mais, ser mais livres e relaxados. Aqui temos os violinos irlandeses (creio eu),  as tablas (um instrumento de percussão, também acredito que seja)... É para afastar os móveis e sair dançando pela casa. Bela escolha para encerrar o disco. Uma síntese de todos os estilos que a inspiraram ao redor do planeta.

Water for your soul (Edicão exclusiva Target e Japonesa) - totalmente, completamente, exclusivamente R&B, em minha modesta opinião, algo inédito para mim na voz de Joss Stone. Uma música que se mostrassem, assim, sem contexto, eu jamais iria acreditar que é a versão original, acharia que alguém fez um remix em cima. Mas é muito boa, por sinal.

Confesso que o "LP1" não me agradou tanto e mesmo ela tendo lançado o "Soul Sessions vol.2", eu estava me sentindo meio órfão de Joss Stone. 

Foram quatro/cinco anos de um trabalho duro para a cantora e que é notório, o disco está bem produzido, bem trabalhado mesmo. 

Ainda preciso me acostumar com um disco 90% reggae, mas Joss conseguiu dar sua cara ao estilo. Álbum ótimo? Não sei ainda, mas até o momento, eu gostei.

Bem-vinda de volta e sucesso sempre em sua turnê simples e ambiciosa. Se você não curte reggae, tem músicas ali que se salvam para você, como "Stuck on you"e "The Answer". 

Você já ouviu o disco? O que achou?

Referências:


Imagens: 
en.wikipedia.org

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Lágrimas nos olhos - Segunda Edição

A vida é feita de recordações. Por conta disso, trago para a segunda edição o post "Lágrimas nos olhos". 

imagem: paraiba.com.br

Todas as músicas da lista de hoje estão "meio que" relacionadas. 

Young Folks - Peter, Bjorn & John


Assim que ouvi a música pela primeira vez, eu já pressenti que ela causaria a dor da saudade dali uns anos. Quem é de Curitiba deve saber, eu a conheci no Bar James (bons tempos aqueles). É ouvir a música e lembrar daquela época, as cores e as pessoas ao meu redor. Saudades

Standing on the shore - Empire of the Sun


Depois de ser introduzido às baladas diferentes de Curitiba por minha soul Ade, eu resolvi explorar novos sons e sair do meu mundo pop divas mainstream. Por sorte, a MTV andava nesse ritmo Indie e me ajudou a conhecer essa e tantas outras banda. Na época eu morava "sozinho", tinha recém começado a faculdade... como é difícil explicar sentimentos e lembranças. Essa música marcou uma época.

D.A.N.C.E - Justice


Essa música me remete à balada e aos amigos na balada, todos bebendo, rindo, em uma rodinha e a felicidade que transpirava. Tem horas que parece que éramos adolescentes e agora crescemos e não frequentamos mais a vida noturna. Só restam as memórias.

You only live once - The Strokes


Eu já conhecia essa música, mas não sabia o nome. Depois que descobri, foi só alegria. Bons tempos também.

Zero - Yeah Yeah Yeahs


Eu ouço e fico mega triste, triste de saudade, triste porque envelheci e agora as prioridades são outras, triste porque a vida não me permite ver meus amigos com a mesma frequência de antes, principalmente a amiga responsável por esse universo sonoro novo, a Ade. Vejo pouco, uma amizade duradoura e honesta. Essa música me faz lembrar dela, ou melhor, de nós dois dançando muito na pista.

Move - CSS


Essa me traz memórias felizes, ou melhor, a saudade. Sinto a alegria de saber que tenho amigos que se divertiram e ainda se divertem comigo. Essa música me traz lágrimas aos olhos por me fazer ter certeza de que tenho amigos maravilhosos. E o clipe, sensacional. 

Time to pretend - MGMT


Essa é daquelas que a melodia já causa o marejar dos olhos. Sem conseguir me explicar muito, apenas sinto. Daquelas músicas que me faz dar um enorme suspiro quando ouço. O momento em que no clipe eles dançam na praia, parte da música que diz "I'll miss the playgrounds and the animals and digging up worms", tudo contribuindo para o sentimento nostálgico.  

Great DJ - The Ting Tings


Para encerrar, nada como uma memória festiva. Como dançamos essa, não é mesmo? Quem diria que o tempo passaria tão depressa... "Ade, que música é essa?!"

Uma sessão de Lágrimas nos olhos dançante, para celebrar os amigos, a amizade, as boas memórias e o tempo bem vivido e que com isso nos permite sentir saudade. Sim, saudade é bom, pois é recordar o que tivemos de melhor. 

E eu sinto saudade, muita!

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Pop Geishas

Quando o assunto é a realeza do pop, eu sou enfático: se Madonna é a rainha, Kylie é a princesa. Se existisse uma sucessão, Kylie estaria no topo da lista para tomar o trono assim que ele fosse desocupado, doa a quem doer (mesmo eu achando esse papo de rainha, trono e afins uma grande bobeira). 


Se nos anos 80 Madonna e Cyndi Lauper eram "rivais" (porque né, a mídia precisa vender seus produtos), nos anos 90 e até boa parte dos 2000, Kylie Minogue deu trabalho para Madonna, principalmente nos charts Europeus. Sabemos que não existe rivalidade, sabemos que as duas vivem "trocando figurinhas" à distância e publicamente (vide a Homecoming Tour da australiana e a Sticky & Sweet da americana). 


À esquerda: Kylie cantando "Vogue" da cantora Madonna durante a turnê de 2006 "Homecoming". À direita: Madonna cantanto "Vogue" em 2008 durante a Sticky & Sweet Tour, usando nos dançarinos o mesmo figurino da turnê de Kylie. 

Podemos comparar o trabalho das duas? De certa forma sim, principalmente no quesito turnês. As duas fazem shows gigantescos e como muitos dizem por aí "elas sabem criar uma performance como ninguém".

As duas cantoras dividem seus shows em blocos, ainda que Minogue faça muito mais blocos do que Madonna, mas a fórmula é a mesma, cada bloco com uma temática e com músicas que seguem a proposta. 

No caso de Madonna, geralmente, seus shows são uma narrativa, no de Kylie, os shows não possuem uma linearidade por assim dizer (apesar de gostar muito da Kylie, não sou muito conhecedor de todos os seus trabalhos. Perdoem se eu falar alguma bobagem).

Falando em shows e em comparação, as duas já fizeram um segmento inteiro dedicado à cultura Japonesa. Então vamos falar desse momento Geisha das gigantes do Pop. Embarque comigo para:


DROWNED WORLD TOUR & KYLIEX2008 TOUR


Por ordem cronológica dos shows, vamos começar por Madonna e sua Drowned World Tour de 2001 - para trabalhar seus discos "Ray of light" (1998) e "Music" (2000). O show foi dividido em cinco blocos, cada um representando uma fase da carreira de Madonna, sendo o segundo bloco, "Geisha", que me interessa.

Quem conhece o trabalho dela, sabe que a transição dos blocos se dá por um vídeo que, geralmente, é acompanhado de uma performance no palco. 

Para nos introduzir ao seu bloco oriental, a cantora nos ofereceu um de seus vídeos mais belos (em minha modesta opinião) para a canção "Paradise (Not for me)" retirada de seu disco "Music" (2000)


No vídeo, Madonna encarna uma geisha moderna e, ao que tudo indica, está sendo preparada para algo (uma batalha talvez?). Ao final do vídeo ela caminha em direção à luz, assim como manda a letra da música: "há uma luz sobre a minha cabeça". No palco, quatro dançarinos aparecem pendurados de cabeça para baixo. Quando a performance chega ao fim, eles têm luzes dentro de suas bocas (da mesma forma que Madonna mostra no clipe).


Em 2008, Kylie sai em turnê para divulgar seu disco "X", por isso o show é nomeado de KylieX2008. O espetáculo foi dividido em sete blocos, sendo o quinto, "Naughty Manga Girl", que me interessa. 


Para introduzir o bloco, Kylie nos presenteou com um vídeo para a canção "Sometime Samurai", música que havia escrito há muito tempo e que só ganhou vida em 2005, quando feita a parceria com Towa Tei. (Clique aqui para ler a história da canção). No palco, acrobatas realizavam movimentos inspirados em samurais, com espadas e muitos saltos. (Só encontrei vídeo da projeção e não da performance toda). E que geisha linda essa da Kylie, né?!



Logo em seguida, Madonna traz "Frozen" e que, para mim, é a uma das melhores performances ao vivo da canção. Ela sobe ao palco com um kimono de mangas extremamente longas. 
Como é sabido, Madonna refaz o arranjo das canções e essa ficou bem oriental (é claro!), com coreografia inspirada, certamente, em artes marciais.


Os acrobatas de Kylie saem do palco, dando lugar a uma pirâmide e aos Samurais. Nos vemos imersos no Japão, com pétalas de cerejeira caindo do teto; dançarinas também surgem do teto (como em "Frozen"). De dentro dessa pirâmide surge Kylie com um figurino inspirado em Manga e canta um remix de "Come into my world". Outra performance ao vivo de uma canção que eu acho a melhor até o momento. É para correr pra pista e dançar.


(É bem complicado de encontrar vídeos desse show da Kylie com boa qualidade e completos)


Terminada "Frozen", Madonna traz um interlúdio com uma breve introdução de "Open your heart", bem oriental, para logo em seguida emendar com "Nobody's perfect". É uma encenação em que Madonna é sacrificada por seus pecados.


Falando em pecado (até parece que eu sou moralista), Kylie parte para o erotismo e sensualidade com "Nu-di-ty". Começa com os seus dançarinos fazendo um delicioso striptease, até porque a letra da música diz "é hora de tirar a roupa" e então fazem uma coreografia bem maneira. 


Aliás, Madonna e Kylie sabem escolher bem os seus coreógrafos. Na projeção, uma geisha nua, safadinha.


Então chega a parte mais icônica do show (senão uma delas). Madonna apresenta um medley de "Mer girl" e "Sky fits heaven". A performance começa de forma suave para, em seguida, o palco se transformar numa batalha de artes marciais e quando a luta termina, a calmaria retorna com "Mer girl" (reprise). Esse momento todo foi inspirado no filme chinês "Crouching Tiger, Hidden Dragon" (2000).


Lembram que eu mencionei que a geisha de Madonna parecia estar se preparando para uma batalha? Pois então, é nesse momento do show que eu acho que se confirma a minha hipótese. Na projeção ao fim da performance, vemos a mesma geisha toda surrada e sangrando (sem contar que Madonna usa no palco quase o mesmo visual). E assim se encerra o seu bloco oriental. 


Para encerrar o seu bloco oriental, Kylie nos traz "Sensitized". Os dançarinos homens saem do palco, acrobatas fazem poses incríveis na estrutura ao redor da pirâmide, as dançarinas fazem sua coreografia. 

Na projeção, Kylie ainda de geisha, agora com outro figurino, um "kimono moderno", curto e preto. 


Aqui nesse link é possível ver as performances da X2008 tour em melhor qualidade.

Certo, sabemos que Madonna encerrou o seu bloco oriental lá atrás, no entanto, não posso deixar de mencionar o seu vídeo que introduz o próximo  bloco. Um remix de "What it feels like for a girl"; Madonna desaparece do palco e no telão uma animação japonesa violenta e sexualmente explícita, a projeção contém passagens do anime "Perfect Blue" (1997).


O que posso dizer... cada uma nos trouxe uma representação diferente da cultura japonesa. Quem foi melhor?! Eu acho que seria uma disputa gigante, pois as duas performances carregam momentos excelentes. É claro que em momento algum as coloquei em batalha e, ainda posso dizer que são dois blocos de tirar o fôlego, tanto pela beleza quanto pelas coreografias. 

Duas retratações diferentes de geisha, Kylie chegando mais "próxima" da clássica no visual (e no palco, Kylie encarnou uma "manga girl"), porém Madonna, como sempre, foge do tradicional e nos trouxe uma geisha ninja (se é que posso dizer isso).  

É possível comparar os blocos pois se tratam do mesmo tema, mas ao mesmo tempo são propostas completamente diferentes. 

Como eu disse (assim como muita gente diz) essas duas sabem fazer um show. Por essas e outras que repito, se existisse uma realeza do pop, Madonna seria a rainha e Kylie, a princesa.


Gosta dessas performances? Sinta-se em casa para dizer o que acha.

imagens: 
madonnaminogue.tumblr.com / atrl.net / dashusland.com / youtube.com / prince.org / mad-eyes.net / kylie.com.br / vimeo.com / madonnashots.com / pinterest.com / portalpopline.com.br
references: 
wikipedia,org