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sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Dores

Ele agora inventou de fazer danças de salão. Seria algo mais light do que toda a rigorosidade vinda do folclore polonês. Mas ele se enganou. Visto que eles têm agora uma preparadora física, ou seja, alongamentos de balé e exercícios de fisioterapia.
Seu corpo agora dói. Uma dor que ele jamais imaginou que pudesse sentir na vida. Corrigir postura não é algo fácil. São exercícios que parecem mais um ritual de tortura medieval, ele tem vontade de chorar, de sair correndo chamando pela mãe. Então ele respira fundo e lembra que tudo isso no futuro o ajudará e muito. Pois ele não quer ser profissional? Então, arregace as mangas, chore, esperneie, mas, se alongue!
Depois de ter ficado por 10 anos no folclore polonês, sua postura enrijecida desfavorece para alguns movimentos na dança de salão. Imagine essa pessoa dançando samba? No início foi muito complicado, seu tronco era algo inanimado, para o folclore: ótimo! Mas ele agora não estava no folclore e precisava dar vida. Bem, seu tronco agora dá alguns suspiros, mas ainda assim precisa progredir mais. A sensação é a de que ele entrou no meio da torcida do Atlético e gritou “Viva o Coxa!” ou vice e versa. Pois todas as partes de seu corpo latejam, choram, gritam desesperadas. Sua sorte, é que seu corpo já está meio acostumado a esse tipo de tortura, foram 10 anos, mas ainda se sente (citando Madonna) “tocado pela primeira vez”.

Foto: Momento do alongamento da Cia de Dança Amálgama (ele acabou sendo cortado na foto)