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segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Home sweet home

Começa o mês e coincidentemente começa uma nova vida.
Foi praticamente uma operação de guerra. Na calada da noite tudo o que era possível de se guardar, eles guardaram. Ele ainda se lembra de ter olhado no relógio que marcava 05h38AM de sábado, e se encontrava ali, desmontando uma prateleira no seu quarto. Foi até a geladeira e pegou a jarra que a mãe da MCDL usava sem parar, tirou todo o suco dela (horrível por sinal) e jogou em outra jarra (que dessa vez pertence a ela), pegou também os copos que viviam circulando, que também eram deles.
Ele enfim adormece, e a última vez que olhou no relógio, já eram 06h40.
Sua irmã o acorda às 15h, ele levanta, e então começam a organizar o que vai e o que não vai nessa viagem. Por ser pouca coisa, chamaram a outra irmã e o marido para levarem de carro as coisas. Foram duas viagens. Ainda ficaram coisas pra trás, mas eles pegam essa semana.
Chegando ao prédio novo, entram pela garagem, uma mala gigantesca (capaz de abrigar um corpo ali dentro) cheia de roupas da irmã; e mais inúmeras bolsas menores com roupas dele e afins. Vindo pela garagem a irmã se confunde e entram no elevador errado.
Eles chegam ao andar que seria o certo:
- Então, a gente vai ter que atravessar um corredor porque pegamos o elevador do outro lado. – disse a irmã.
- Aham. – ele responde.
Então a irmã desce do elevador, ele fica segurando a porta:
- Veja – ela explica – essa é a porta, você atravessa e tem outra pra passar, e então você vai enxergar a porta do nosso apartamento.
Nisso ele vê a irmã sumir depois da porta se fechar. De repente a porta se abre e irmã com uma expressão desesperada no rosto (ele pagaria tudo para rever a cena):
- Não é nesse bloco, cara. Estamos no bloco errado. Eu fui direto à porta e olhei, e opa, não é aqui.
- E agora?
- Teremos que voltar ao térreo e ir para o outro bloco.
Descendo no térreo, eles partem ao outro bloco, um corredor estreito e cheio de curvas. Ele arrastando aquele malão que parecia que continha um cadáver e ela levando um carrinho que parecia de compras, com o resto das coisas. E eles iam, iam, iam, passaram pessoas por eles. E chegaram ao elevador certo. Ufa!
Adentraram ao seu lar doce lar. Brindaram com caldo cana e limão, ele, a irmã, o cunhado I e a outra irmã. Brindaram a nova casa, nova vida, o novo começo.
E à noite ainda teriam a festa de Halloween. Como é bom ser livre.




Crédito da foto: pasquale.xurumelas.com.br