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terça-feira, 7 de abril de 2015

Going Super Deluxe

Os astros nos ouviram e teremos a versão "Super Deluxe" do disco Rebel Heart no Brasil, amém. E como eu comentei sobre o "Deluxe", por que deixaria de lado este pedaço do disco? 



Quem não concordar comigo, "I don't give a f***", mas preciso dizer que Madonna possui uma capacidade incrível de deixar "de fora" do álbum as melhores canções, só ver no MDNA deluxe, no disco 2 se guarda coisas muito boas. Não sei também se todas elas irão integrar este disco Super Deluxe. Só acredito com o disco em mãos e logo ele irá aterrisar aqui em casa.

Desta vez, irei falar sobre música e letra. Tive mais tempo para ouvir com calma cada faixa nova. E de brinde, ainda falarei de algumas versões demo que resolvi baixar e fazer de conta que fazem parte da versão Super Deluxe. Coloque seus fones de ouvido e vem comigo. (clique nos nomes das músicas para escutar pelo YouTube).



Beautiful Scars - comecei gostando logo que a música começou. A letra dessa música, para alguns pode parecer um clichê, mas eu achei muito boa, bem motivacional. O refrão acompanhado daquela batida, deu um toque todo especial, deveria fazer parte de edição normal do disco, just saying. "My imperfections make me unique, that's my belief" e eu concordo contigo, Madonna. 

Queen - Que susto com essa intro, já estava esperando um apanhado de arranjos artificiais demais. Então entram os vocais de Madonna e meu coração derreteu juntamente com a melodia. Eu disse numa postagem anteriror sobre o "Rebel Heart" que "Wash all over me" deveria encerrar o disco, mudei de ideia agora, esta deveria ser o fechamento do disco, ao menos ela me passa essa vibe de música para terminar. "Who will take her place?", nunca saberemos, mas essa nova "Queen" terá que comer muito feijão. 

Borrowed time - Mesmo que fosse um sertanejo universitário, eu iria amar esta canção, principalmente pela letra "tapa na sua cara". Apesar de muitos estarem defendendo ideias como esta nos dias de hoje, ainda precisamos de mais gente dando um chacoalhão nas pessoas: acorde, somos diferentes, vamos nos respeitar e estamos aqui no mundo só de passagem "Our time is only borrowed". Mesmo que você odeie Madonna, por favor, dê uma lida na letra de "Borrowed time". 

Graffiti heart - Comecei amando a intro, a letra é um grande tributo à arte. Sou contra pichação de malandro em nossos muros, só que curto quando a pintura é bem feita. No entanto, estamos falando de Madonna e suas metáforas. "If graffiti on the wall changed anything at all, then it would be illegal". A melodia em si, não sei dizer, sinto certa nostalgia. Não, não sei explicar. Gosto. 

Autotune Baby - Ruborizei de vergonha com o bebê chorando na intro da música e também nas "pausas" no meio da canção. Se o som "autotunizado" do choro, como aparece no meio da música, estivesse lá sem eu saber que se trata de um bebê chorando, maybe eu gostaria bem mais e seria mais legal. Mas esse choro, amiga, fico com vegonha de ouvir a música. Salvo pela parte do "yeah, all wrapped up, I wanna be your baby now", que tem uma batida interessante com uns vocais agrupados, que eu gostei. Mas quando o bebê chora... Assim como tem faixas "clean version", esta deveria ganhar uma "no baby version". (Alguns enxergaram semelhança com "Roar" e não encontrei no YouTube). 

Addicted - Eu estava meio incerto, mas eu gostei sim. Tem uma coisa meio Calvin Harris e sua "Bounce" naquele momento após o refrão. Por vezes, uma música me seduz apenas por um elemento de sua composição e esta é um grande exemplo disso, porque gostei daquele barulinho bom (que eu não sei nomear o que é aquilo) que aparece logo após o que eu acredito ser o refrão. Yes, "I'm addicted".

E vamos às versões demo. Nem tudo eu peguei, apenas aquelas que me interessaram mais.




God is love - Música simples e que poderia ser para todo o Vaticano querer botar fogo (ou não) em Madonna. Deveria fazer parte do disco SIM. Principalmente pelo piano que inicia e encerra a música. A letra? Bem, dá um google aí e me diz.

Never let you go - Pode ter sido um acerto deixá-la de fora, mas algo me seduz nessa canção. Ou talvez eu seja brega o bastante para gostar daquele instrumental eletrônico da introdução da música. Ela me lembra outra cantora, mas não sei dizer qual. Ah, põe no disco, vai? Pode ser um b-side.

Revolution - Os violões lembram a versão de "La isla bonita" da Confessions Tour. Madonna deveria oficializar esta música para a campanha lançada um tempinho atrás, a "Art for Freedom", agora já foi. 

Two steps behind me - Apesar das venenosas amarem essa música (e aqueles que odeiam a Lady Gaga também), é uma música desnecessária. Sabe animal ferido e acuado que acaba te mordendo? Então, essa música expressa este sentimento em mim. Madonna é boa, do contrário não estaria onde está, portanto, não precisa temer as novinhas e atacá-las. Sei lá para quem ela fez essa música. A melodia é boa, gosto. Concordo em ser apenas uma demo e ter ficado de fora. 

Trust no bitch - Ah, mil perdões aos que odeiam, mas eu acho essa música muito poderosa. "Drama, ever heard about karma", assim, é um recado para cada ser humano neste mundo, não se pode confiar nas pessoas para certos assuntos, definitivamente, existem coisas para as quais "you can trust no bitch". Digo, repito e não me canso de dizer, deveria estar no disco, assim do jeito que está (poderia ser só um pouquinho mais longa). KNOWLEDGE IS POWER. 

Take it back - Comprida demais e produzida pelo Pharrell demais. Só que ela tem algo meio retrô que eu gosto (já perceberam que adoro uma batida retrô né). Mas aquele sininho típico do Pharrell cansa a minha beleza. Peguei e reduzi a canção dos 6:15min. para 3:44min. Adoro a pequena intro de "eeh eeh eeh eeh" vocalizado pela Madonna. Tudo bem vai, poderia fazer parte do disco desde que fosse reduzida e tivesse mais uma mente na produção além deste sarna do P. Williams.

É isso. Agora me diz o que achou também. Até a próxima.

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