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terça-feira, 5 de agosto de 2008

O Foundue (2ª parte)

Ok, cozinha em ordem, hora de fazer o foundue:
- Lourdes, venha fazer o foundue.
- Por que eu?
- Por que você é a dona da panela. - ele responde
- Mas eu nem sei fazer, é minha mãe que sempre faz. - respondeu Lourdes
- Procura no google - gritou a Juli lá da sala
- A Rê sabe fazer - disse Lourdes
- Eu não sei fazer - respondeu Rê
Todos falando ao mesmo tempo, então ele consegue ouvir Rê dizendo que se for igual ao que ela tinha feito da outra vez (acho que um mousse) ela saberia. Então, a Lourdes vai pra o fogão ouvindo instruções da Rê:
- Coloque o creme de leite, mas não deixe ferver, quando esquentar um pouco comece a jogar o chocolate.
Lourdes começa, mal acende o fogo ela começa a jogar os chocolates picados.
- Não, Lourdes, tem que esperar mais - disse Rê
- Mas minha mãe jogava tudo direto, quando ela fazia.
- Não, espera.
Então, seguindo a receita da Rê, fizeram o chocolate. Arrumaram a mesa, colocaram as frutas: morangos, maçãs, pêras e bananas. Veio a panela de foundue, mas era preciso antes acender o fogo que mantém a panela aquecida sobre a mesa.
- Preciso de álcool - gritou Lourdes.
Ele pega o álcool e entrega, sua irmã e Lourdes tentam acender o fogo. Colocam o álcool, acendem um fósforo e nada.
- Ih acho que foi pouco álcool. Põe mais.
E lá vai mais álcool, e mais fósforo e nada, e outro fósforo e nada. De repente acende o fogo mas não somente o fogo da panela, acende o fogo na toalha (devido à uma certa quantia de álcool derrubada na toalha). A irmã toda cuidadosa pois tinha conseguido acender, teve que correr e ajudar Lourdes a apagar o fogo da toalha. Não causou danos ou ferimentos, foi só um foguinho. Nisso, o fogo do foundue tinha se apagado novamente em meio à confusão. Quando ele foi olhar mais de perto, aquela mesa parecia cantinho de acender velas em cemitério (pois fica cheio de fósforos que foram acesos largados por ali). Era tanto fósforo, que ele tinha perdido a noção do que era toalha e do que era fósforo. Exageros à parte, eles finalmente conseguiram acender o fogo. Nisso chega o cunhado, e explica que nunca conseguiremos manter o fogo, pois o álcool utilizado é aquele mais fraco, justamente para não pegar fogo e evitar acidentes (de certo modo, ufa, ou aqui jaz uma toalha).
Mesmo assim, restavam algumas chamas aquecendo a panela.
- Opa, esquecemos as uvas. - e a irmã sai da mesa buscar as uvas.
Nisso:
- Hmm, está com gosto de queimado, acho que o fogo tá muito alto - diz Lourdes.
Ao mexer mais um pouco, o fogo de apaga. (¬¬)
- Traz mais creme de leite - diz Rê.
Nisso, eles jogam creme de leite ao foundue, e realmente fica muito bom. Mas estava ficando frio, não tem graça, lá vão eles tentar acender novamente. Conseguem, mas logo devem desligar, pois estava começando a queimar de novo.
Foundue, complicado de escrever, complicado de comer (as pessoas perdem as frutas na panela, deixam cair dos garfos), complicado de fazer. Mas uma delícia sem fim, sem comparação.
Ele tinha comprado frutas para um batalhão, todos comeram "umazinhas" e logo estavam satisfeitos, inclusive ele, que estava com o pandú cheio devido ao vinho batido com leite condensado. A mesa estava ali, cheia de frutas e ainda com muito chocolate na panela.
Eles se levantam, vão para a sala, começam a ouvir música. Então ele ouve a Lourdes:
- Vamos jogar Soviético. Tem baralho?

CONTINUA...