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quarta-feira, 7 de maio de 2008

Uma peça solta no mundo...

Toda quarta-feira é sempre a mesma coisa. Atraso! Todos os dias ele acorda no mesmo horário, mas não se sabe ao certo, toda quarta ele sai de casa atrasado. No seu roteiro, ele precisa trocar de ônibus [vergonha dessa palavra], e na estação que ele precisa fazer essa “conexão”, todas as quartas, existe um mundo de gente que ele não sabe de onde saiu. O seu ôn.. (cof cof) está ali, poucos metros o separa do seu destino, mas nesses poucos metros se concentram mais de 50 pessoas. Ele ali, parecendo uma peça solta de um quebra-cabeça, uma peça que não faz parte do joguinho. Até quando?!
As pessoas não conseguem ir e não conseguem vir, pois os animais não usam a cabeça. Se fossem espertos, deixavam um lado para ir e o outro para vir, como uma via com carros, uma mão vai e a outra vem. Porém, o bando de seres que se julgam racionais começam a se empurrar e a gritar uns com os outros, com palavras de ordem “Andem! Tenho pressa!” Faz de conta que só uma pessoa tem pressa.
Pelo menos tem um lado bom, aglomerado de pessoas no inverno, deixa o ambiente quentinho. Mas mesmo assim, ele detesta esse aglomerado e esse ambiente, prefere o vento frio cortando o rosto e ir andando até o destino. Mas, como ainda mora muito longe do seu destino diário, precisa recorrer a um artifício para “andar”, o ôn... (cof cof).
Mudando de assunto, parece que agora se estabeleceu e foi construída uma parede enorme entre ele e a mãe da MCDL. Ele só fala o necessário, ou seja, nem fala pois não há nada de necessário para falar com ela. MCDL continua comendo seu doce após o jantar e vai dormir 20h (a mãe da MCDL é meio burra, acha que a menina na cama essa hora resolve, se ela não tem sono não adianta que horário que for colocá-la na cama), mas ele não se intromete, a vida não é dele graças a Deus. Aquela vida, não é dele!