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segunda-feira, 19 de maio de 2008

Once upon a time

Era uma vez, uma família: pai, mãe e quatro irmãos (dois homens e duas mulheres). A irmã mais velha casou, o irmão do meio foi morar sozinho e restaram apenas os dois irmãos e os pais. Essa família, agora reduzida, foi procurar um lugar menor para morar. Porém ao visitar os avós maternos, que viviam em outro estado (em Santa Catarina), o avô sugeriu:
- Venham morar conosco!
E o pai indagou:
- Mas e meus filhos? Eles estão tão firmes em seus empregos e faculdade. Não podem morar aqui, não têm oportunidades para ambos.
E a tia (irmã da mãe) sugeriu:
- Eles ficam em Curitiba, meu apartamento está vazio, e como agora eu moro aqui, não posso bancar o apartamento lá e minha casa aqui. Os dois morando no apartamento, só pagariam as despesas como condomínio, luz e telefone. E além do mais, a minha irmã me ajudaria a cuidar de nossa mãe, nós três cuidando, facilitaria.
As duas tias dos irmãos (irmãs da mãe) moravam ali também. E ao pensar bem no assunto e retornando à Curitiba, os pais colocaram a idéia aos filhos. Os dois irmãos acharam ótimo, eles precisavam desse momento, dessa fase de “adultos”, morando sozinhos e levando suas vidas.
Assim que se mudaram, do nada, a tia que fez a proposta de ceder o apartamento, mudou de idéia e veio morar com eles. Deixando a mãe dos irmãos sozinha em Santa Catarina cuidando da avó, pois a outra irmã que vivia lá, também largou os bets. Entre idas e vindas, o pai conversava com a tia que cedeu o apartamento:
- Ai que bom, agora não terei despesas morando em Curitiba com os dois lá. – disse a tia.
- Como não? – indagou o pai.
A tia apenas deu um riso e se afastou.
Dito e feito, a tia morando com os irmãos, não fez e não faz menção alguma de ajudar com as despesas, nem se oferece. Sendo dona da casa, como o irmão pode pedir à tia que ajude? Mas ao mesmo tempo, prefere arcar com tudo, pois se um dia ela tentar jogar na cara deles alguma coisa, eles têm trinta coisas pra jogar na cara dela.
A tia só paga a conta do próprio telefone e fica com as compras. Vive na barganha, ao comprar coisas, sempre da mais barata e fuleira e ainda quer vir de conversa pra cima deles que gasta quase R$400,00 em mercado. Sendo que o irmão foi ao mercado última vez, comprando artigos essenciais para sobrevivência e de marcas famosíssimas e até de luxo, gastou apenas R$127,00. Tem algo errado nessa conta, pois a tia gasta tudo aquilo mencionado e compra tudo em menor quantidade do que a quantidade comprada pelo irmão que totaliza aquele valor. Sem contar que os irmãos mal comem em casa, não existe motivo para tanto excesso. Claro, ele se lembrou que é preciso manter a dieta de engorda da MCDL com seu doce de leite, leite condensado, macarrão instantâneo.
Desde que foram morar ali, a tia fez compras do mês 01 vez, aliás, nem pode se chamar de compras do mês, pois ela comprava às migalhas, começava a faltar ela ia comprar e comprava do mais fuleiro.
Ao mesmo tempo que ele acha um absurdo esse “vampirismo” da tia com o dinheiro alheio, ele acha ótimo poder entrar nessa briga. Ela quer pagar de pobre, que viva como uma pobre, pois no guarda-roupa do irmão, seus mantimentos de marca e de luxo estão bem guardados. Pois ao pagar de pobre a tia não sai, não viaja, não faz comida, apenas compra macarrão instantâneo para alimentar sua baleia marrom. Mas como ele mesmo disse, os irmãos nem comem em casa, e se tiver que comer, sabem onde achar. No guarda-roupa!
A questão toda é muito maior do que financeira. Mas deixo para explicar em outro post.