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sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Dreaming or Living


I would like to start by paraphrasing a song “Dance, you're not killing yourself! You're only triggering your senses”. Then I spent eleven years of my life doing it and also believing that it would be my future. Dance! I just don’t know whether I let it slip through my fingers or just gave up, but at some point I stopped doing it. It all started when I was eleven and it came to an end when I was twenty-two. What I used to dance? Polish folklore, but before that, it was also Ukrainian, Italian, Portuguese and Spanish. In 2001 I became part of an ensemble of only Polish folklore and I thought I was just in heaven.
I thought I could become professional, and travel around the world as a dancer. I never wanted to be famous, I just wanted to dance and I still do. Someday, somehow, someway, I lost it. Maybe I didn’t put enough effort into achieve it and writing this makes my heart  beat so fast and causes my eyes to water. But I’ll stand still and keep those days in my mind, a good place that I can visit to have warm memories and forget about time.
“When I dance I feel free” and then another song gets in my head, because once you’re on the stage you’ll never want to get out. But I did it and never looked back. “Once I am moving, I’m alright”, yes, I just need a song. I’m not a dancer anymore but I still know the moves… what I wouldn’t do to get those days back, I know I can’t but I’ll never lose the spirit that keeps me alive. Oh, how I miss those days! Well, I guess I just need to keep on moving to any rhythm and any song. I just need to keep on moving. I am dance, dance is me. I need music to set me free. Music and dance are my essence, my soul. I know it sounds lame, but it’s true.
Of course I’ll end it by paraphrasing another song, because I’ll never stop: “I wanna dance like it was the last dance of my life”. Would you join me?

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Será (?!)

   Em alguns momentos parece que você quer ficar por perto, em outros parece que prefere manter distância. Algumas horas chego a pensar que estamos recuperando a nossa conexão, em outras até acredito que é tudo coisa da minha cabeça. Não entendo o motivo de não pedir ajuda, é mais fácil se expressar do que guardar, quem sabe eu até poderia te ajudar. 
    Quando você está por perto, desejo sempre que as horas passem devagar, chega até a ser engraçado porque sinto que o mundo para de rodar, e as pessoas ao redor parecer evaporar. Depois não vejo a hora do momento da despedida, para que possamos nos dizer tchau, e então eu sentir o toque de sua pele e, com muita sorte, a maciez de seus lábios em meu rosto, como naquela canção "And the touch of your lips it's a shock not a kiss, it's electric twist" e é tão bom. Fica aquele gosto quando comemos um doce que nos deixa querendo mais. 
    Sei que devo apreciar com moderação, afinal, não quero me perder e acabar na solidão, já que muitas vezes pareço apenas um acessório, quando enjoa, sou substituído por outro que está na moda. Ainda não sei o que pensar e o que decidir. Vamos deixar assim, deixar o tempo nos guiar e o que tiver que ser, será. 

domingo, 23 de setembro de 2012

See you soon

     Como lembrança: a sua risada provocada por mim e por nossa colega Simba. Então eu apenas deixei que se afastassem e seguissem seus caminhos enquanto dei meia volta e segui o meu. Não foi um adeus, nem nunca será. A distância apenas separa o que é palpável, e além disso, podemos vencê-la. Logo será a minha vez de dizer "Até logo" para os que ficam. Passei em frente ao seu antigo lar, e um aperto gostoso veio no peito. A saudade que dói, mas que é a melhor dor do mundo, pois nesse caso ela significa que vivemos, aproveitamos e nos divertimos. E fomos felizes! E seremos mais ainda, aqui, ali, acolá, em qualquer lugar.
      Preciso agradecer por me ajudar a ser quem eu sou, estar onde estou e seguir por onde sigo. Manterei o foco porque eu sei que mesmo longe, estará de olho em meus passos para garantir que estou seguindo. E quando eu pensar em dar meia volta, sei que ouvirei a sua voz me dizendo "Mantenha-se em seu objetivo". 
      Não importa em que parte do planeta você esteja, irei te perseguir por todos os lados. Essa é nossa sina. Amizade que estava escrita nos céus. Como na tragédia grega não se pode evitar o destino, nosso destino é sermos amigos para todo o sempre e eu jamais pediria para mudar isso. Que destino maravilhoso.
      Como diz a letra daquela canção "It's not the end" e nós sempre tivemos a certeza de que não seria, não é mesmo? Até a próxima, meus queridos.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Cooking #fail


Here is the thing, leave your 10 year-old child alone at home. Add to this the message: “Mom and Dad will be very late, the food is ready and you just have to heat it up, like I taught you. Be careful with the fire, kisses.” Yes, we didn’t have a microwave back then (or it wasn’t so common, though), so I needed to play chef. Now put your brain to work and imagine a child with Bobby’s World in his head pretending to be a cook. It couldn’t work, right? Definitely!
The task was so simple, just put the pans on the stove and wait till it is ready. But no, the “fantastic” child would play the TV Show and would teach the audience how to prepare a delicious meal. Instead of just pretend cooking, this “marvelous” child would really add more ingredients to the food. Innocently, he served himself some of his “great meal” and when he tasted it, his mouth was on fire, he added salt, more salt to the food and ruined it. Oh my God, so now what? Yes, great idea genius! How to solve this puzzle? If he knew “The sound of music” at that time, he would start singing “A spoonful of sugar helps the medicine go down”, but he didn’t and this fact couldn’t avoid him really adding sugar to his dish. Result: I can’t even describe it and I don’t want to remember the taste of it.
He discovered the bittersweet taste, but in the worst and wrong way, because bittersweet is good, not his, the real bittersweet made by a real Chef. By the end of that day, the food was in trash and he was in bed, not grounded, because his parents never discovered his adventure, he was smart enough and threw that away, there was little food that even his parents couldn’t taste it, if it was something good. So he ate his delicious dish and later on he drank liters of water, like a camel. And the rest in the pans was now garbage. That very night, he discovered the obvious: he wasn’t born to be a Chef. Again, it didn’t stop him from trying a couple of more times.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Energia

Só precisava de um lugar para recarregar as energias.
Um lugar onde pudesse equilibrar as energias.
Sentiu-se bem, sentiu-se aliviado. 
Agora flutua. 
Até semana que vem? 
Quem sabe...

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

O invisível

- ... e toda vez que eu sinto dor, eu fico com mais raiva pois é tudo minha culpa.
- Claro que não. Você não pode se culpar.
- Se eu tivesse agido diferente, nada disso estaria acontecendo.
- Mas aconteceu e você deve lidar com o que está por vir, e não com o que ficou para trás. Agora já foi.
- Eu sei. O pior é pensar que desde o começo eu poderia ter evitado tudo, se eu realmente gostasse de mim como eu adorava falar por aí.
- O importante é que as pessoas gostam de você, sempre gostaram e agora você está se gostando mais, não é? Ninguém vai te abandonar ou te jogar fora, como você mesma disse.
- Talvez, eu quisesse ter me jogado fora anos atrás, e por isso as coisas acabaram como estão. Eu me matei a cada dia que passou, não precisei me cortar ou tomar remédios ou me atirar em frente aos carros. Simplesmente fiz coisas invisíveis, mas que agora estão bem claras e qualquer um pode ver.
Madame Chá se retira da sala, mesmo tendo mais vinte minutos até o término de sua sessão. Ela mesma acabara de descobrir algo que por algum motivo escondera e acabou esquecendo (ou fazendo de conta que esqueceu). Agora tudo veio à tona e ela precisa lidar com o mais difícil, lidar consigo mesma. 
- Eu jamais superei meu problema, apenas fiz de conta que estava tudo bem e com isso eu me perdi - pensou - eu nunca me amei ou sequer me valorizei e agora a vida tratou de me obrigar a fazer isso. Será que não é tarde demais?
Ela precisa lidar com o invisível, os seus demônios internos, que ela mesma precisou despertar após tê-los deixado escondidos e repousando.