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segunda-feira, 28 de março de 2011

Demorei, mas postei!

O post ficou longo, acho que eu me empolguei. Espero que gostem.


Uma semana após o show e ainda tenho a sensação de que foi ontem. A ansiedade foi extrema, ainda mais que eu saí de Curitiba na quinta-feira para me hospedar na casa de minha amiga que iria ao show em São Paulo comigo.
Vamos pular direto para o dia do show: sábado, 19 de março. Segundo um famoso jornal, o show de Shakira, a principal atração do Pop Festval (promovido por ela mesma), seria às 21h40. Teríamos três atrações antes dela: Chimarruts, Ziggy Marley e Train. Como não estamos nem aí para estas três atrações, resolvemos chegar depois das 20h ao Morumbi.
         Assim que eu passei pelos portões do estádio, o meu coração já estava disparado, eu já não ouvia ninguém e tampouco via alguém. As pessoas pareciam mover-se em câmera lenta, mas eu nem reparava nelas, só queria entrar e esperar por ela, Shakira e sua The Sun Comes Out World Tour.

Chegamos até a pista e minha amiga nos deu a ideia “vamos ficar por aqui enquanto as outras bandas tocam, e quando for a vez dela, vamos chegando mais perto do palco”. Perfeito! O palco estava vazio, e uma garoa começou a cair e eu comecei a rezar, pois o show em Brasília havia sido cancelado devido às fortes chuvas e eu não queria que acontecesse o mesmo em São Paulo.
O relógio devia marcar 20h30, um rapaz que estava na pista conosco disse que até o momento ele só havia visto uma banda tocar e eu disse “Nossa. Eram três bandas antes dela, será que vai atrasar?”...

Algumas pessoas sobem no palco para ajustar os instrumentos, uma música eletrônica começa a tocar e palco se ilumina, mas continua vazio. Eu até virei de costas para o palco enquanto eu aguardava. Muitos minutos depois daquele eletrônico, eu totalmente encharcado, as luzes do estádio se apagam, galera delirou, e nada aconteceu. Relógio marca 20h50, virei de costas para o palco de novo, achando que ainda viriam as outras bandas quando de repente me surpreendo com aquela voz e aquele trecho inicial “Cada día pienso em tí...”.

                Eu não podia acreditar no que os meus olhos viam e no que eu estava ouvindo. Era ela mesmo, de verdade, ali tão perto, mas tão longe. Eu e Shakira, separados por aquele mar de gente, mas conectados pelas palavras da canção “y te veo así no te toqué y rezo por tí cada noche...”. Cantei todas as músicas, dancei todas as músicas e, novamente, eu chorei. Foi no momento em que ela cantou “Sale el sol”, esta canção tem um significado muito especial para mim e ela me trouxe as lembranças de um momento em que realmente, depois da tormenta, saiu o sol.
                Infelizmente ela cantou “Loca” em inglês e “Why wait” em espanhol, mas tudo bem, eu aproveitei com a mesma intensidade. Ela ficou devendo para alguns fãs a célebre “Estoy aqui”, para mim não teve problema. Shakira estará eternamente endividada comigo enquanto não puser em seu repertório a belíssima “Te necesito”.
                Preciso chamar a atenção para o cover de “Nothing else matters” do Metallica. Muita gente torce o nariz, e eu pouco me preocupo com eles. A versão de Shakira foi feita em cima do arranjo de “La despedida”, música que ela logo emenda com o cover. Nesse bloco cigano, ela canta “Gypsy” (óbvio) e nos presenteia com um momento de dança solo que deixou muitos boquiabertos. A nova cara que ela deu para “Whenever, wherever” também foi muito interessante (no primeiro bloco do show). A música começou com um forte solo de guitarra e eu pensava “que música é esta?” e logo ela começou “Lucky you were born that far away so...”.

                Como tudo o que é bom dura muito pouco, assim foi o show. Shakira despediu-se do público para então voltar com o esperado bis, momento em que canta “Hips don’t lie” e “Waka Waka”. E enquanto ela se despedia eu virei para minhas amigas e disse “Não pode. O show tem que durar duas horas!!” e pacientemente as duas disseram “Amooor, já se foram as duas horas” e meu queixo foi lá no chão, eu não conseguia acreditar que as duas horas de show já passaram.
                Terminou “Waka Waka” e fomos embora. A produção deixou tocando “Loca” e, claro, fomos nos retirando do estádio dançando muito. E quando encontramos um espaço vazio, eu e Maria Cláudia dançamos loucamente, quase indo até o chão. Algumas pessoas ficaram olhando, mas e daí?! “I am crazy but you like it...”. 
             Deixamos o estádio, eu estava ensopado porque eu não quis usar a capa. Acredito que a chuva só deixou o show mais intenso. Foi muito melhor do que se não tivesse chovido. Shakira dançou debaixo de chuva, atirou-se no chão molhado, deitou e rolou. Conversou muito com o público, foi simpática, é linda, canta tudo AO VIVO mesmo (nunca duvidei) e dança unicamente.
Meu sonho foi realizado, fui ao show da minha Shakira (sou fã desde 1997). E espero que tenha sido apenas o primeiro.



Maria Cláudia, eu e Salete. Uma bela cia!!


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