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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Só chove em mim!

Ele vinha pela estrada de tijolos amarelos quando a chuva despencou. Ele só teve tempo de armar o guarda-chuva, em vão. Os ventos eram tão fortes que a chuva veio de todas as direções, menos de cima para baixo. Resultado: só os cabelos estavam secos. Ele olhou ao redor e só via galhos de árvores se partindo, voando, junto com papéis e qualquer outro lixo deixado nas ruas. Ele achou que estivesse no meio do tornado que o levaria para a terra dos Munchkins. Pensou estar num “remake” de “O Mágico de Oz” misturado com “Mary Poppins”, porque logo ele sairia voando com o seu guarda-chuva em meio aquele “twister“. E para a novela ficar mais gostosa, começou a chover granizo. Ótimo. Ele já estava estupidamente molhado, por que não chover pedra?!
Durante boa parte da tempestade ele ficou parado, se andasse o seu guarda-chuva viraria do avesso e ele se molharia mais, mas ficando parado ficou mais molhado do que se tivesse escolhido ficar sem guarda-chuva. Já que estava neste estado, resolveu continuar sua caminhada para chegar em casa. Pensou “Bem, estou todo molhado, agora não fará diferença andar na chuva”. Mal começou a andar e a chuva cessou!
Parece que choveu só para ele se molhar. Ele pode ouvir as nuvens caírem na gargalhada.

image source: http://jaeleneas.blogspot.com/2010/06/salmo-27-socorro-na-tempestade_8291.html