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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Phony angels

I can hear voices calling me
I can hear voices calling me
It knows my name, it knows my thoughts
It’s like a signal 

It’s getting closer
It's creeping to me slowly
It hears me everywhere I go
I can’t stand it any longer
I need to find a way out

Now it's cold here
Please, can you hear me?

Now I can't hear voices calling me
And I don’t know where I am
I'm flying, there’s no walls
I'm flying, there’s no ways
I'm dying...

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Naquele dia

Naquele dia ele decidiu que descontaria toda a raiva que sentia do mundo nele mesmo. Consumiu todas as toxinas legais que conseguiu, engoliu sem mastigar.
Sentiu o seu corpo pesado por alguns instantes. Muito tempo depois uma leveza incomum tomou parte dele. As pessoas ao redor eram névoa, seus pés pareciam não estar tocando o chão. Ele flutua pelos dias.
Ainda procura por respostas, ainda procura penetrar aquela bolha que separa o seu mundo dos demais. Bolha de onde decidiu sair por contra própria; observar pelo lado de fora pareceu interessante, no entanto, ele acabou ficando "de fora". Ele precisa voltar e se encontrar. 
Cercado de pessoas, ele ainda se sente sozinho, sem motivos e sem explicação. Sentimento de solidão injusto, pois as pessoas estão ali. Então por que esta maldita solidão?! Por que ele olha ao redor e não se acha merecedor de estar e de ser? 
"Eu pertenço a este mundo, então por que diabos o mundo não me permite pertencer?" esta é a sua raiva,o motivo de sua intoxicação com as coisas mais cotidianas do planeta.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Apague, agora!

Sem qualquer explicação, ele resolveu assassiná-la. Sua musa? Alter ego? Sua fuga de uma realidade nada agradável? Morta! Agora não há mais desculpas para os seus atos, tudo o que ele fizer não será mais para justificar sua existência.
Ficção e realidade, ela transitava por estes mundos tranquilamente e, vez ou outra, nem ele sabia quando ela estava num ou noutro. Todavia, cansado, ele resolveu tudo de forma simples e rápida: ela não vai mais existir, não escreverei e nem sequer pensarei nela. Sua existência foi longa em sua mente e curta nas palavras. Chega de sentir-se dois, chega de tentar fugir para o mundo dela, chega de tentar viver no mundo dele. O que sobra depois disso tudo? Ainda não é possível afirmar. 
Seria tão fácil se ele também pudesse deixar de existir simplesmente com alguém parando de escrever ou pensar nele e que tudo não passasse de histórias criadas na ponta de um lápis e  uma borracha poderia fazer toda a diferença. 
Apague, agora!

sábado, 10 de setembro de 2011

O Perfume

Borrifou o perfume contra a pele. Sentiu aquela velha fragrância que o fez voltar àqueles velhos tempos. Dias que ele gostaria de retomar e reviver. Não digo que eram melhores do que os que vive hoje, mas naquele tempo ele experimentou tantas novidades em sua vida que foi um marco em sua história.
Foi o seu primeiro perfume, e foi quando experimentou a vida sem os pais por perto. Também foi quando conheceu alguém  (o primeiro?) que pensou que o amava e foi bom enquanto durou.
Um perfume tão forte que é capaz de fazer com que ele volte no tempo. Assim que sente a fragrância conhecida, parece que o dia toma uma nova cor, as pessoas parecem ficar mais alegres e ele parece estar mais alto. Essa sensação de altitude é porque ele tem a impressão de que todos o notam, agora todos olham para ele. 
Um simples perfume, aquela velha fragrância, os dias já passados e a certeza de que essa sensação nostálgica faz tão bem para ele que nem sequer é capaz de descrever como.
Nostalgia inebriante.



segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Não há como voltar

Continuo achando que eu confundi uma paixão com uma carreira. Estou quase certo de que eu apenas adorava tudo isso apenas por hobby. Na correria, na pressão que a vida exerce e que as pessoas ao nosso redor fazem, acabei optando por tornar meu hobby em carreira. 
Agora no meio do caminho (ou seria o começo?), eu me dei conta de que já não estou tão certo se quero isso para mim. Sinto-me como um peixe fora d'água quando paro e observo as outras pessoas seguindo este mesmo caminho que o meu, e elas parecem tão mais encaixadas nesse mundo que eu achava ser meu, elas parecem mais preparadas e mais dedicadas do que eu. 
E para ajudar, eu não sei mais qual rumo tomar, eu não sei mais se adianta voltar e tentar seguir em outra direção, já não sei mais se adianta correr ou andar. Estou assim seguindo "em frente seja lá qual direção" e ver no que vai dar. Como se anestesiado e sem noção de onde piso, apenas seguindo os rastros, é assim que eu estou. Deixando a vida me levar, mas sem curtir qualquer pedacinho desse momento. Não deixo ela me levar porque é legal, eu deixo a vida me levar porque estou sem opção.