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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Apague, agora!

Sem qualquer explicação, ele resolveu assassiná-la. Sua musa? Alter ego? Sua fuga de uma realidade nada agradável? Morta! Agora não há mais desculpas para os seus atos, tudo o que ele fizer não será mais para justificar sua existência.
Ficção e realidade, ela transitava por estes mundos tranquilamente e, vez ou outra, nem ele sabia quando ela estava num ou noutro. Todavia, cansado, ele resolveu tudo de forma simples e rápida: ela não vai mais existir, não escreverei e nem sequer pensarei nela. Sua existência foi longa em sua mente e curta nas palavras. Chega de sentir-se dois, chega de tentar fugir para o mundo dela, chega de tentar viver no mundo dele. O que sobra depois disso tudo? Ainda não é possível afirmar. 
Seria tão fácil se ele também pudesse deixar de existir simplesmente com alguém parando de escrever ou pensar nele e que tudo não passasse de histórias criadas na ponta de um lápis e  uma borracha poderia fazer toda a diferença. 
Apague, agora!