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sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Mata o cara

Estavam todos ali ao redor da mesa: ele, a tia, a prima, a irmã e a avó. Jogando bingo, atividade preferida da avó. Já passava das 22h quando o avô levantou, foi ao banheiro, voltou e ficou repetindo como se estivesse em transe:
- Matar o cara! Matar o cara!
Todos se olham. O avô começa a mexer nas gavetas, acende a luz da rua, fica observando pela janela. E continua:
- Matar o cara! Matar o cara!
A tia pergunta:
- Pai, você está bem?
O avô não responde e volta para o quarto. Fica sentado em sua cama, no escuro. Ele fica assustado, pois além do avô ele é o único "cara" daquela casa. E se o avô estiver sofrendo de algum ataque de sonambulismo e matá-lo durante a noite?! Todos foram dormir algumas horas depois. Na manhã seguinte a prima pergunta:
- Vô, quem era o cara que o senhor queria matar ontem? "Matar o cara, matar o cara"
- Hein?! Nããão, sua avó fecha a janela, não sei onde colocou o ventilador, assim ela vai matar o cara de calor!
Todos caíram na gargalhada. Saudades do avô.


domingo, 28 de outubro de 2012

Vamos evoluir

Duas ocasiões parecidas, dois momentos diferentes, duas festas à fantasia, dois públicos diferentes. Na primeira deu tudo certo, todos nem ligaram pelo fato dele estar usando vestido, maquiagem, salto e peruca. Muitas pessoas acharam o máximo e até o adicionaram no facebook depois. Já na outra, as pessoas nem chegavam perto dele, o mediam, e foi quase que uma segregação só, ainda bem que tinham amigos ali e ele estava praticamente em casa, então danem-se os outros. 
O preconceito estava claro e estampado na cara das pessoas. E ele achando que isso era coisa de outro mundo. As pessoas têm preconceito, isso é fato, mas o que elas fazem com ele é que não se pode ser aceito. Vamos evoluir um pouquinho, humanidade?