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quarta-feira, 11 de junho de 2008

Maldade [mode on]

Parece que a mãe da MCDL está gripada. Ela liga em seu trabalho, 8:30AM e pergunta:
-Que remédio você tomou para a gripe?
-Paracetamol, mas era só para baixar a febre. - respondeu ele todo educadinho.
-Ah, vou procurar na farmácia! (tradução: não tem grana! hahaha que pena)
-Tá bom.
-Quanto você pagou? (viu só?! Fato confirmado)
-Não me lembro. Talvez uns doze reais ou menos, não sei.
-Tá. E você vem para casa mais cedo hoje?
Pois ele está desde terça passada chegando em casa mais de 18h, pois sabe que a mãe da MCDL está indo numa trezena de Santo Antônio, ou seja, treze dias cuidando da MCDL??? Nem pensar!
-Depende de como as coisas acontecem aqui no escritório.
-Ah, porque hoje é o penúltimo dia da trezena, e eu não queria levar a MCDL.
-Não sei se conseguirei chegar mais cedo, posso tentar.
Primeiro, se está doente, faça repouso e não vá zanzar num tempo frio cortante que Curitiba vem fazendo essa semana!
Segundo, levou a MCDL todos esses dias, faltam só dois, então, continue levando!

Agora as maldades, foram duas. A primeira foi, ele tem uma caixa de paracetamol na cabeceira de sua cama, ele tomou apenas por dois ou três dias, e ainda deve ter muito comprimido ali. Mas ele não contou essa parte para a rabugenta. A segunda foi (será), ele não vai para casa mais cedo, ela que se vire. Ele tem o seguinte pensamento: "E se eu não morasse naquele apartamento, como ela faria?". As pessoas têm mania de ficar abusando da sorte, finja que ele não existe, se vire e dê um jeito nos seus problemas se baseando no fato "e se ele não estivesse ali?".

Ele passou dos limites nas maldades? Se passou, ele não se sente culpado e/ou arrependido. A guerra tinha sido declarada há algum tempo, a velhota quis assim, agora agüente!

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Pego de Surpresa...

De longe ele avista as janelas do apartamento, luzes apagadas. Será que ninguém em casa? Sonho se evaporou, a MCDL estava na sala com as luzes apagadas e tv ligada e tinha uma cara de quem havia acabado de chupar um puta dum limão. A mãe dela na cozinha terminando o jantar. Ele deixa suas coisas no quarto e volta à sala para usar o computador. Coloca os fones de ouvido e dá o play no seriado que havia acabado de baixar. De repente ele ouve um mugido. Pensou ter ouvido coisa, mas novamente outro mugido e mais outro. Ele lentamente dá um pause, tira um dos lados do fone de ouvido e vira para encarar a mãe da MCDL, ele fazendo cara de nada:
-A MCDL pode ficar com você?
“NÃO!” Ele pensou mais que depressa, mas ao invés da resposta sair, ele ficou mudo com cara de nada:
-Você vai sair?
-Não – ele responde, “mas que droga, essa resposta deveria ser para a outra pergunta”.
Enfim, logo após a resposta, ele simplesmente coloca o fone novamente, aperta o play e foge desse mundo. Novamente, outro mugido. Dessa vez, a dona velha está em pé ao seu lado, com um objeto preto não identificado:
-Vou deixar meu celular com você, pois uma amiga vai me ligar porque a MCDL esqueceu sua mochila no carro dela. Daqui alguns minutos, desligue o feijão, vou a novena.
-Alguns minutos, QUANTO?
-Uns vinte.
Ela se despediu e se foi. No tempo indicado ele levantou, se dirigiu a cozinha, fez seu prato e perguntou para a MCDL se ela já havia comido, ouviu um canto jubarte em resposta afirmativa. Ele se sentou, comeu, em seguida foi tomar banho sem se importar com o recado do celular, se tocasse... bem que ficasse tocando, ele não é pago para ser secretário do lar! (Não desse lar!)