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sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Tiê, música para os meus ouvidos.

Contagem regressiva: sábado tem show da Tiê aqui em Curitiba e eu vou, claro! Apesar de conhecê-la desde o seu primeiro disco (Sweet Jardim, 2009), eu ainda não tinha tido a oportunidade de vê-la ao vivo. Chegou a hora. 


Conheci Tiê por acaso, eu estava na casa de uma amiga com a tv ligada no Altas Horas, bêbados, não dando a mínima para a tv. Então, começou a tocar Assinado eu. Os dois imediatamente foram hipnotizados por aquela voz. Só voltamos a conversar depois que a música acabou. 





Tempos depois consegui encontrar o disco, comprei e ao ouvir o Sweet Jardim, super intimista e minimalista, é como se ela tivesse gravado de dentro do seu quarto, a paixão só aumentou, Tiê encanta demais. A faixa mencionada, sobre um namoro que não deu certo, ao contrário de sofrer, é ela quem acabou com tudo, ela quem partiu o coração do moço. A letra toda é muito interessante "é nossa obrigação, saber seguir em frente seja lá qual direção"




Chá verde é a minha faixa favorita, apesar de gostar do disco todo, mas ela tem algo que me encanta, esse ritmo valseado, esse piano, as vozes do coro que se junta à Tiê para encerrar a canção, é muito apoteótica. 





A Coruja e o Coração (2011), um disco com mais elementos sonoros, uma pegada mais folk e, como a própria Tiê diz, um disco mais alegre. Quem me conhece já sabe que amo corujas, e Tiê nomeia assim o disco. Faixa favorita: Só sei dançar com você
A canção é uma releitura, de autoria da Tulipa Ruiz (aliás, as duas e o Thiago Pethit vivem trocando figurinhas sonoras), Tiê deu uma pegada toda folk para a canção e, mesmo que a referência possa ser equivocada, tem um Q de trilha sonora de filme francês, principalmente a parte do acordeon. 
Perto e distante também merece muita atenção, principalmente pela letra "quem garante que o que você é, é o que o outro enxerga". 






Enfim, Esmeraldas (2014), o disco atual, nomeado por conta de um município de Minas Gerais, Tiê compôs algumas canções para esse disco ali. Paixão imediata pela A noite, uma versão de uma canção italiana e agora, trilha sonora de novela. Urso e Depois de um dia de sonho também merecem destaque, principalmente pela sonoridade. A faixa-título, assim como a própria cantora já mencionou, é uma canção épica, e eu sempre digo que me lembra música de abertura de novela da Globo. Nesse disco, temos muito mais instrumentos musicais e vozes. Parece que a cada disco, Tiê acrescenta elementos.





Como será o quarto disco de Tiê? Sei lá, mas com certeza eu vou amar, como venho amando todos esses daqui. 

Ansiedade é tamanha por esse show, nem acredito que verei Tiê, assim, de pertinho. 

As pessoas que me conhecem bem, podem se surpreender com minha paixão por Tiê, pois sua sonoridade foge do que eu estou acostumado a ouvir nesse mundo pop. O que chama minha atenção, a voz, Tiê possui uma voz de sereia, que hipnotiza, mas sem querer dar o truque depois, ela te encanta e te apaixona. Literalmente, Tiê é música para os meus ouvidos.


imagens: otempo.com.br / pt.wikipedia.org

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

O mundo a inspirou... e ela nos estrega "Water for your soul"

"Significa se regar (molhar a si mesmo). Se você encarar no sentido literal, quando se tem uma semente mas não a regar, logo ela não germina. Para mim, minha água é a música e a criatividade. E é ser livre. Se eu não tiver nada disso, eu não posso me regar e me sinto infeliz. Então, o que quer que seja a sua água, descubra e certifique-se de estar se regando regularmente." 
(Joss Stone para Digital Spy)

Sem mais delongas, vamos analisar agora o disco mais "mundialmente" influenciado de sua carreira. Com bastante elementos do reggae e hip hop (ela mesma declarou que são os elementos principais do álbum), esse disco ainda traz elementos de outros estilos como Stone aponta: "violão flamenco, tablas, violinos irlandeses, um coral gospel." Joss nos entrega mais uma vez a sua alma em forma de música.

Ela vinha cantando músicas do novo disco em suas apresentações, quando escutei o álbum eu me deparei com sensações do tipo: "opa, conheço essa".

Capa do sétimo disco da cantora.
Love me - abrindo o disco e mostrando bem a cara do novo trabalho, mais reggae impossível. Mas quem conhece o trabalho dela já viu um flerte com o estilo em "Less is more". Achei que eu iria estranhar, mas não. Ficou a cara dela. Os vocais são de uma calmaria só. Na letra, Joss implora ou pede implorando para que seja amada de forma honesta.

This ain't love - parte dessa música me lembrou do disco dela "Colour me free". Essa faixa é tipicamente Joss Stone, unindo seu estilo soul com R&B. É praticamente uma revisita ao seu trabalho. Apesar de Joss nunca ter "fugido" dele. Claro que temos bem de leve um elemento mais reggae quando nos aproximamos do fim da música, mas dura pouco.

Stuck on you - sabe paixão à primeira vista? Então, eu e essa música. A letra fala sobre você se prender a alguém que não te valoriza, mas quando você parece se afogar, existem pessoas (seus amigos) que te ajudam a sair do fundo do poço. A canção é bem influenciada por temas indianos, gostosa de ouvir. E o vídeo clipe é outro trabalho lindo, traduzindo o sentimento da letra. 

Star - inicia com cordas, parecendo uma música clássica, mas logo vem a quebra. Temos elementos R&B mais uma vez se sobressaindo, o refrão é um show à parte, um coral faz todo o trabalho, combinando bem com o que cantam "we are who we are". Um hino, praticamente. 

Let me breathe - uma pegada bem latina, lembrou quando a Aguilera fez essa mistura de pop/R&B/flamenco. Aqui ela pede pra pessoa deixá-la em paz, praticamente. "Don't make me love you no more", um coração partido ao som de uma Spanish guitar. 

Cut the line - essa música tem uma batida mais dançante, algo que me lembrou a África, assim de leve (posso estar errado na referência). Ainda assim, a guitarra do reggae marca presença. Com um arranjo levemente diferente e um pouco mais de sensualidade, Beyoncé poderia fazer essa música ser dela.

Wake up - totalmente reggae, com participação de Damian Marley (que aliás deu ideia para Joss fazer um disco nesse estilo). Mais "lenta" do que as outras, apesar de nada contra ao estilo, a batida daqui me irrita um pouco. Exceto o refrão que eu gostei. 

Way Oh - outro reggae, com uns vocais na introdução que me lembraram mais uma vez a África, talvez algum cântico sagrado de alguma tribo (nossa, eu viajo). Se você odeia reggae, amiguinho, é melhor ficar longe desse disco ou escolher as faixas que passam longe do estilo. 

Underworld - reggae de novo, lento. As letras do disco estão bem interessantes. 

Molly Town - um reggae mais aceleradinho, uma letra com historinha, puramente fiel ao estilo, até com as típicas pausas. 

Sensimilla - título de origem espanhola "sem semente", é um tipo de planta (se é que você me entende). Totalmente R&B. Bem Joss. Bem gostosinha de ouvir. "If you'd like to grow your own sensimilla, this is what you have to do." Anota a receita então. Confesso que não sei se é alguma metáfora ou se ela está mesmo dando a receita de algo bem curioso. Tem flauta (doce?) na canção. 

Harry's Symphony - reggae mais acelerado. E uma surpresa, ela canta um trecho de "Pure Morning" do Placebo. 

Clean water - eu não consigo identificar todos os elementos, mas é mais um reggae, com uns violões, uma coisa meio Jack Johnson. 

The answer - essa música encerra o disco, a versão normal dele (pois temos versão para Amazon e Target). O clipe divertidíssimo, a letra falando que devemos nos soltar mais, ser mais livres e relaxados. Aqui temos os violinos irlandeses (creio eu),  as tablas (um instrumento de percussão, também acredito que seja)... É para afastar os móveis e sair dançando pela casa. Bela escolha para encerrar o disco. Uma síntese de todos os estilos que a inspiraram ao redor do planeta.

Water for your soul (Edicão exclusiva Target e Japonesa) - totalmente, completamente, exclusivamente R&B, em minha modesta opinião, algo inédito para mim na voz de Joss Stone. Uma música que se mostrassem, assim, sem contexto, eu jamais iria acreditar que é a versão original, acharia que alguém fez um remix em cima. Mas é muito boa, por sinal.

Confesso que o "LP1" não me agradou tanto e mesmo ela tendo lançado o "Soul Sessions vol.2", eu estava me sentindo meio órfão de Joss Stone. 

Foram quatro/cinco anos de um trabalho duro para a cantora e que é notório, o disco está bem produzido, bem trabalhado mesmo. 

Ainda preciso me acostumar com um disco 90% reggae, mas Joss conseguiu dar sua cara ao estilo. Álbum ótimo? Não sei ainda, mas até o momento, eu gostei.

Bem-vinda de volta e sucesso sempre em sua turnê simples e ambiciosa. Se você não curte reggae, tem músicas ali que se salvam para você, como "Stuck on you"e "The Answer". 

Você já ouviu o disco? O que achou?

Referências:


Imagens: 
en.wikipedia.org

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Lágrimas nos olhos - Segunda Edição

A vida é feita de recordações. Por conta disso, trago para a segunda edição o post "Lágrimas nos olhos". 

imagem: paraiba.com.br

Todas as músicas da lista de hoje estão "meio que" relacionadas. 

Young Folks - Peter, Bjorn & John


Assim que ouvi a música pela primeira vez, eu já pressenti que ela causaria a dor da saudade dali uns anos. Quem é de Curitiba deve saber, eu a conheci no Bar James (bons tempos aqueles). É ouvir a música e lembrar daquela época, as cores e as pessoas ao meu redor. Saudades

Standing on the shore - Empire of the Sun


Depois de ser introduzido às baladas diferentes de Curitiba por minha soul Ade, eu resolvi explorar novos sons e sair do meu mundo pop divas mainstream. Por sorte, a MTV andava nesse ritmo Indie e me ajudou a conhecer essa e tantas outras banda. Na época eu morava "sozinho", tinha recém começado a faculdade... como é difícil explicar sentimentos e lembranças. Essa música marcou uma época.

D.A.N.C.E - Justice


Essa música me remete à balada e aos amigos na balada, todos bebendo, rindo, em uma rodinha e a felicidade que transpirava. Tem horas que parece que éramos adolescentes e agora crescemos e não frequentamos mais a vida noturna. Só restam as memórias.

You only live once - The Strokes


Eu já conhecia essa música, mas não sabia o nome. Depois que descobri, foi só alegria. Bons tempos também.

Zero - Yeah Yeah Yeahs


Eu ouço e fico mega triste, triste de saudade, triste porque envelheci e agora as prioridades são outras, triste porque a vida não me permite ver meus amigos com a mesma frequência de antes, principalmente a amiga responsável por esse universo sonoro novo, a Ade. Vejo pouco, uma amizade duradoura e honesta. Essa música me faz lembrar dela, ou melhor, de nós dois dançando muito na pista.

Move - CSS


Essa me traz memórias felizes, ou melhor, a saudade. Sinto a alegria de saber que tenho amigos que se divertiram e ainda se divertem comigo. Essa música me traz lágrimas aos olhos por me fazer ter certeza de que tenho amigos maravilhosos. E o clipe, sensacional. 

Time to pretend - MGMT


Essa é daquelas que a melodia já causa o marejar dos olhos. Sem conseguir me explicar muito, apenas sinto. Daquelas músicas que me faz dar um enorme suspiro quando ouço. O momento em que no clipe eles dançam na praia, parte da música que diz "I'll miss the playgrounds and the animals and digging up worms", tudo contribuindo para o sentimento nostálgico.  

Great DJ - The Ting Tings


Para encerrar, nada como uma memória festiva. Como dançamos essa, não é mesmo? Quem diria que o tempo passaria tão depressa... "Ade, que música é essa?!"

Uma sessão de Lágrimas nos olhos dançante, para celebrar os amigos, a amizade, as boas memórias e o tempo bem vivido e que com isso nos permite sentir saudade. Sim, saudade é bom, pois é recordar o que tivemos de melhor. 

E eu sinto saudade, muita!