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sábado, 30 de julho de 2011

Mudando o rumo

Quando tudo parecia organizado, estabelecido e ajeitado e agora o momento seria apenas de manutenção, ele teve que mudar o caminho. O percurso foi desviado? Não, ele apenas pegou a estrada que estava ali ao lado, correndo paralelamente e o convidando para trilhar por ela.
Medo? Um pouco. De quê? Ele não sabe. Talvez não tenha nada a temer e essa decisão de agora apenas se mostre algo que ele deveria ter feito há mais tempo.
Para o bem ou para o mal, agora ele sente-se mais livre. E que venha o futuro, ele abraça!


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 http://solano.irving.pueblocityschools.us/modules/blog/multi.phtml?profile_id=9007&gid=&future=&page=3&sessionid=750030278b1247eecba2815988332658

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Os cariocas em Curitiba

Seu filho volta da casa da vizinha, dizendo:
- Mãe, comi um negócio muito bom na casa da fulana. Chamam de pinhão. Faz para mim, quero comer. 
Morando há pouco tempo na cidade, lá se foi D. Carioca comprar o tal do pinhão. Levou o filho junto ao mercado para saber identificar o produto.
E por que D. Carioca não perguntou a alguém o que era o tal do pinhão? Simples, a primeira vez que ela puxou assunto com um estranho de Curitiba, aconteceu o seguinte:
- Bom dia! - disse a D. Carioca ao senhor no elevador.
- Estou te devendo alguma coisa?! - respondeu rispidamente o senhor no elevador.
Com medo de alguma resposta atravessada, ela foi ao encontro do pinhão sem saber o que era. Localizaram a especiaria e voltaram para casa preparar o novo prato.
D. Carioca sentou-se com uma bacia entre as pernas e dá-lhe descascar quase 1kg de pinhão cru,  seus dedos ficaram pretos. Depois ela joga tudo na panela de pressão. No tempo certo, chama o filho para comer e sua surpresa ao que ele responde:
- Joga isso fora!!! Não foi isso o que eu comi.
Dentro da panela era uma gororoba só. D. Carioca não sabia que o pinhão se cozinhava com casca. Foi descobrir bem depois após muitas gargalhadas da vizinha que explicou como se fazia de verdade. 
D. Carioca nunca mais quis saber do tal pinhão.

domingo, 24 de julho de 2011

Como desejado

Tudo aconteceu como imaginou. Parecia que tudo o que o seu cérebro havia arquitetado estava acontecendo. Queria que aquele momento fosse perfeito. E foi! 
Sua mão na perna dele e, timidamente, as mãos dele pararam perto das suas. Uma conversa aleatória sobre os seus anéis. Logo o silêncio, um silêncio que gritava e só pedia uma coisa. Os olhos finalmente se encontraram mais perto do que deveriam e só restou o próximo passo: o tão esperado beijo. Nesse instante um novo silêncio, só era possível ouvir o tictac do relógio indicando que o tempo não para, justamente quando ele mais desejou que o tempo congelasse e pudessem ficar ali por muito mais tempo. 
- Vamos dançar?
- Vamos.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Boa ação do dia

Eu estava vindo para casa após ter dado uma aula. Uma senhora me para na rua e diz:
- Moço, você pode me pagar um almoço no restaurante aqui ao lado?
Sem pensar duas vezes, eu disse:
- Sim, onde é?
Ela me mostrou o lugar. Era ao lado mesmo. Entramos e o atendente olhou desconfiado, logo percebeu que a senhora estava comigo e mudou o clima.
Descobri que ela paga pensionato e não servem almoço. Também não sobra dinheiro para ela almoçar todos os dias. Não sei o quanto de toda a história dela é verdadeira, não sei ao menos se ela comeu o almoço que eu paguei (ela pediu para levar). O que importa foi que eu me senti bem fazendo aquilo, deixou a minha semana que prometia ser densa um pouco mais leve. 
Ela se despediu, agradeceu enormemente e foi embora.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Derrubado

Não foi trabalhar. Acordou e decidiu assim. Dormiu mais do que o limite da razão permite. Não quer falar, não quer ouvir, não quer sair do quarto. Assim mesmo, caído. Assim mesmo, derrubado. Dramático? Assim seja...
Image from: idefeitosa.blogspot.com

domingo, 10 de julho de 2011

Sad Sunday

E lá estava ela, sentada em uma poltrona, miúda como um rato. Ele jamais imaginou que pudesse vê-la neste estado.
- Bença, Vó. Tudo bem?
Ela observou o neto por um momento e ele pôde notar em seus olhos que a sua vó não fazia ideia de quem estava parado na frente dela. A cabeça e a boca fazendo movimentos involuntários e constantes. Ela já não faz mais nada sozinha: banho, comida, trocas de roupa... tudo precisa de ajuda.
Parece que foi ontem que sua vó chegava em sua casa sem avisar, passava horas falando de todas as igrejas que havia visitado, fazia sempre as mesmas perguntas e quase sempre nunca entendia as respostas. Por vezes, malcriada, mandava você lá para aquele lugar e quando estava bem animada, jogava dinheiro para o alto e quem pegasse era o dono. Alegria dos netos!
E agora ela definha lentamente... ele ficou parado observando-a por um breve momento, não aguentou e seu rosto se encheu de lágrimas, por isso precisou ficar um tempo do lado de fora, chorando em silêncio num canto onde ninguém o notasse.
Ele não queria fazer esta visita, não queria perder a imagem de sua avó quando ativa. Agora cravou-se em sua memória a imagem dela tentando dar um aceno de adeus, deitada naquela cama, sem saber sequer para quem estava acenando. Contudo, foi um adeus sincero, um adeus honesto. Ele não sabe quando volta, mas o peso da impotência machuca muito fundo, uma vez que nada pode ser feito a não ser continuar como está, a doença é irreversível e já está em seu estágio avançado.
Pode parecer egoísta, pode parecer desumano, mas ele pede a algum deus que possa ouvi-lo, que encerre este sofrimento. 
E ainda vem a sua mente aquele aceno... ele entrou no carro e só fez chorar até boa parte do caminho de volta. Seu coração triste e pesado.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Música chata!

source: watchmencomicmovie.com
Sabe aquela música que você odeia? Mas odeia mesmo? E para ajudar ela torna-se viral? Pois ele tem uma, na verdade uma das tantas em sua lista. Só que nenhuma outra consegue irritá-lo tanto quanto esta e depois ela gruda na cabeça e não sai mais.
Ele estava trabalhando bem quieto e, de repente, na mesa ao lado duas professoras começam a rever seus vídeos motivacionais. Logo ele reconheceu aquela letra sarna do coração que cabe na penteadeira, ou cabe debaixo da mesa, whatever fuck, ele não se importa se a letra está certa.
Agora a música grudou em sua mente no trecho mais pentelho... esse mesmo, o trecho da penteadeira. 
Como vingança, todos vocês serão obrigados a ouvir também. Só dar o PLAY!

terça-feira, 5 de julho de 2011

Me and my imagination

We're gonna play a game, just you and me
You never should be won so easily
Your eyes are on the prize, I'm worth the wait
Don't need to know the end 'cause darling
Magic stays when myth remains
I'm under your spell, don't release me!

I don't need to know your every trick
Sophie Ellis-Bextor
"Me and my imagination"
So keep me guessing just a little bit
Because hidden in your eyes there's mystery
I want to get inside to where the
Magic stays and myth remains
I'm under your spell don't release me

Never give the game away
Try to keep me entertained
Don't make it too easy
Leave something
For me and my imagination
We're a possibility
You make it hard for me
I'm not in a hurry, leave something
For me and my imagination

Quer curtir também? Vem gente >> Me and my Imagination!


Image source: julimissperfect.blogspot.com

domingo, 3 de julho de 2011

Balanço do Semestre

Comecei o ano muito bem. Finalmente conheci meus três anjos...
... o terceiro e nada modesto!
Fui ao show da Shakira!
Minha família passou do virtual ao real.
Conheci a minha nova Teacher (a gift).
Fiz novos amigos.
Me diverti muito com eles.
e caímos na noite.
We had lots of conversation!
Tudo isso sem esquecer das velhas amizades.
...que me causam tanta admiração!
...que me fizeram rir muito
e me acompanham em minhas maluquices.
Também continuei reforçando minha década de amizade...
...e mesmo sem o contato diário, permanece intocável!
Nosso trio tem muita história!
Mas e a família?! Vai muito bem, obrigado!
Assim me despeço.
Desejo que o próximo semestre seja tão frutífero quanto este.