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quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Diálogos II: no msn

L: Estamos livres da véia. O pai foi lá pegar os móveis que ainda estavam lá e o colchão.
R: E ninguém me avisou?! Queria ter me despedido.
L: Nossos móveis estão lá no tio.
R: Beleza!

É... finalmente, ele estão livres! Devolveram a chave do ap da véia. Seu pai pegou a estante do computador e a mesa de jantar e o colchão.
Agora mais um diálogo travado entre o pai deles e a véia:

V: Quer que eu desocupe os armários da cozinha também?
P: Não precisa, esses aí eu dei pra você. (com cara de desdém)

Viva!!! Pais iguais a esses que eles têm, não existem em mais lugar algum!

We are truly blessed.

Vegetem em paz... oh! Véia e MCDL!

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

O que é um hambúrguer?

Bem bem... estamos nós na lanchonete almoçando, no cardápio diz "Hamburguer". Uma senhorinha vem e pergunta:
- Como é o "ambúrgui"?
- É o pão com o hambúrguer.
- Mas tem queijo e...
- Não, somente o hambúrguer.

Bem, na minha concepção o hambúrguer sempre foi um amontoado de carne entre duas fatias de pão. Mas claro, eu encontrei uma explicação mais conceitual, segue:

O hambúrguer é uma espécie de sanduíche de carne picada (quase sempre bovina) e cozinhada (frita, grelhada, etc). Por ser geralmente servido entre duas metades de pão, formando uma sanduíche, é esse, por extensão, o seu significado mais comum. (Wikipédia)

Ou seja, sem queijo, sem presunto e sem salada. Se tivesse queijo, seria Cheese-Burguer (que "abrasileirando" ficou X-burguer), se tivesse queijo, presunto e salada seria X-salada. Sendo assim, minha senhora, um hambúrguer [ou como a senhora prefere chamar "ambúrgui"] é somente carne no meio pão, se quiser firulas, peça outro tipo de sanduíche-iche.
Sem contar que ela deve ter pensando que os atendentes fossem surdos ou coisa parecida, pois reclamou do tamanho da sacola - "pois é uma sacolooooona" - algumas vezes seguidas!

Aproveitando o momento descarrego. Peguei o coletivo hoje com a Amy Winehouse. Era um ser de cabelo pixaim na cor vermelha usando uma maquiagem estilo Amy, achou que estava arrasando. Meu Senhor, eu peço, dai noção ao ser humano, deixe-o com o bom senso para que consiga discernir dentre o que é bom de usar e o que é ridículo no dia-a-dia. Amém.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Diálogos I

ELE: Alô?
A VÉIA: Oi! Quando vocês vêm buscar o resto das coisas?
ELE: Não sei.
A VÉIA: Ahn...
ELE: Estamos vendo um frete ainda - (que mentira! pensou ele)
A VÉIA: Se quiser tem uma kombi que fica aqui na portaria.
ELE: Não precisa, já estamos vendo isso.
A VÉIA: Então se vierem nesse sábado dá pra ser de manhã?
ELE: Não sei, tenho que ver com minha irmã.
A VÉIA: Ah tá bom.
ELE: Tá! Tchau.
A VÉIA: Tchau.

Segunda parte
A MATRIARCA: Sua tia ligou enchendo o saco né?
ELE: É, queria saber quando vamos tirar a estante de lá.
A MATRIARCA: Amanhã, se der tempo, eu ligo pra ela dizendo pra sossegar o facho! Que fique quieta.
ELE: Beleza!

Isso que é mãe hein.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

TIC TOC TIC TOC...

Contagem regressiva! Falta exatamente 01 mês para ver a fantástica fábrica de doces da tia Madge funcionando aqui na terra tupiniquim.
Vamos "voguear" até cair, até os ossos não suportarem mais, até os musculos gritarem o pedido de "pare!"


"MUSIC MAKES THE PEOPLE COME TOGETHER... AND NEVER WANNA STOP!"


"Come on into my store"


Sim sim... não posso mais esperar, apesar de minha ficha ainda não ter caído, já não tem dia que eu deixe passar em branco, sem pensar no show. Só acreditarei vendo! I'm out of breathing! Parece que em todo canto que eu olho, enxergo Madonna escrito. Se alguém me diz alguma palavra qualquer, me vem a mente uma canção de Madonna e se me dão chanve começo a cuspir as palavras e praticamente despejo uma enciclopédia Madônnica em cima das pessoas. Porém, ainda consigo me controlar, consigo debater outros assuntos a não ser esse... (será?).


"We only got four minutes to save the world"
"On and on and on the beat goes"
"It's incredible"


Prometo [tentar] voltar são e salvo.

Créditos das fotos:
94fm
hauteconcept
ego
mnmedia.musicnation

Não agüento mais esse coletivo

Passarei a andar com uma marreta. Ficou tocando celular em alto e bom som no ônibus... pof! Já era! Foi por isso que inventaram os fones de ouvido, ninguém é obrigado a escutar suas músicas. Mas ao mesmo tempo, existem os surdos, que ouvem com fones mas até parece que estão sem. ODEIO GENTE SEM NOÇÃO! MORRAM.. MORRAM!
O pior de tudo, é quando estão ouvindo um tal de funk nesses celulares de merda em alto e bom som e tem gente cantando junto O.o (valeimenossasenhora). Os vileiros em algum ponto do ônibus ouvindo e as chicks vileiras em algum outro ponto do ônibus cantarolando o funk!!!!! MORRI, ALGUÉM ME ENTERRA?
Hoje pela manhã, a mesma porcaria, celular em bom som para todos, e o jumento portador do mobile não sossegava em canção alguma, ficava mudando e mudando e mudando. Quando parou, veio ao meu lado um surdo com seu fone de ouvido, pude ouvir a respiração do cantor! INFERNO!!!!!!
Então resolvi olhar a paisagem e me deparo com um restaurante ou lanchonete chamada "Bife em pé"! Curiosidade pra saber como deve ser esse bife. E não pude deixar de lembrar de um outro local que eu passava em frente chamado "Bife sujo", eu nunca quis comer lá (não sei bem a razão).
Depois do surdo, ao meu lado encontro um casal sem noção, em cada curva eles praticamente caíam em cima de mim!!!! Custa se segurar na p%$# do ferro?! Que porcaria.
Finalmente, consegui chegar no meu trabalho, com o pouco de humor que me restou. Felizmente, já aprendi a separar as coisas, no ônibus aconteceu e no ônibus morreu!

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Mother & Father

Falta pouco mais um mês para eu assistir "O Show". Vamos agora prestar atenção em mais uma letra de conteúdo de Madonna (saudades dessa época). A música da vez é "Mother & Father", ela fala abertamente sobre seu pai e sua mãe (ou como é não ter mais sua mãe). Para quem quiser ouví-la, é uma canção do álbum American Life (que foi boicotado nos EUA), mas é um álbum muito bom, quando Madonna ainda fazia letras com conteúdo, podemos dizer, interessante:

Houve uma época em que fui feliz na vida
Houve uma época em que eu acreditava que viveria para sempre
Houve uma época em que eu rezava para Jesus Cristo
Houve uma época em que eu tinha uma mãe, era legal
Ninguém mais poderia tomar o seu lugar
Ninguém mais poderia fazer as coisas que você fazia
Eu acho que ninguém mais poderia me magoar como você
Eu não entendi eu era apenas uma criança

Oh mãe, por que você não está aqui comigo?
Ninguém mais viu aquilo que você podia ver
Eu tento secar minhas lágrimas
Sim pai você sabe que eu não sou tão livre

Eu tive que desistir
De encontrar alguém pra me amar
Eu tive que esquecer
De encontrar alguém de quem eu pudesse tomar conta

Minha mãe morreu quando eu tinha 5 anos
E tudo que fiz foi me sentar e chorar
Eu chorei, chorei o dia todo até os vizinhos partirem
Eles nao podiam tirar minhas solidão
Eu não podia entender a falsidade deles
Meu pai foi trabalhar, eu achava que ele era um imbecil
Eu não entendia que o coração dele estava partido
E nenhuma palavra foi dita
Ele se tornou a sombra do pai que eu sonhava.
Eu jurei que jamais precisaria de outra pessoa na vida
Aprisionei meu coração em uma cela, uma vítima do ódio

Eu tive que desistir
Eu tive que desistir

Histórias em um coletivo [O fiscal e o passageiro]

Eu sempre me perguntei qual a utilidade dos fiscais da URBS (Urbanização de Curitiba) dentro das estações-tubo todos os dias pela manhã.

O ideal seria, se eles auxiliassem no caos embarque/desembarque dos passageiros, mas ao invés disso, eles mais atrapalham. Seja empurrando o pessoal pra dentro do ônibus, seja mandando o motorista fechar as portas na nossa cara. Hoje tive mais uma prova de que eles atrapalham.
Chegando lá na estação, hiper-ultra-mega-blaster lotada (e o ônibus mais ainda), o pessoal não conseguia nem embarcar nem desembarcar, mas com calma tudo estava indo, então ele ouviu um passageiro gritar lá na frente do bus:
- PESSOAL TÁ DESCENU!!!!
Então ele viu, que o passageiro discutia com um fiscal, a parte do fiscal estava inaudível, mas o passageiro, ele escutava bem:
- CALMA! PESSOAL TAMBÉM TÁ DESCENU! [...] QUE IR PRO FUNDO O QUÊ?! QUE IR PRO FUNDO O QUÊ?! JÁ TÔ NESSA PORTA E VOU DESCER POR ELA!!! [...] NÃO DÁ PRA IR PRO FUNDO!!! [...] Ô MANÉZÃO, VEM ME EMPURRAR AQUI! HEIN MANEZÃO?! VEM ME EMPURRAR!!!
Eu não conseguia ver muita coisa naquele mar de gente, mas pude notar que mais uma vez o fiscal tentava entulhar seres humanos dentro do ônibus, eles empurram mesmo, não querem nem saber, você está com metade do seu corpo pra fora e eles mandam o motorista fechar a porta. Daí já viu a situação!
Êta lele... e FICA BETO!!! Dá-lhe reeleição e 'bora fazer metrô!


Crédito foto: christiangump.net

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Recesso forçado....

"Pôxa"! Onde foram parar os "causos" que costumavam habitar este blog? Está parecendo tablóide sem fofoca, celebridade sem paparazzi.
Talvez em algum canto, um roteiro esteja sendo preparado para dar mais vida a este lugar, alguma história cômica há de surgir no horizonte!

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Saudade

E não tenho mais motivos justificáveis para ouvir canções tristes e lágrimas correrem o meu rosto.
Se elas teimam em correr, é por saudade de um momento que vivi e saudade é sempre bom.
Queria voltar no tempo para curtir certos momentos de novo, mas sem me prender ao passado.
O que passou... passou! A saudade fica, ela é combustível, pois comprova que estamos vivos e curtindo a vida com coisas boas!
Saudade é necessária.

A resposta!

Finalmente encontrei as respotas para as minhas perguntas > http://robermyself.blogspot.com/2008/03/respostas.html

Na verdade, foi uma resposta que definiu tudo. Clareou minha mente e tirou um peso das minhas costas e um pesadelo da minha consciência.
Eu não sabia como agir, me sentia incompleto, sentia que eu precisava mostrar tudo o que eu tinha que mostrar, quando na realidade, você já sabia tudo o que eu tinha pra mostrar e eu achava que era o fato de você não acreditar em mim.
Não foi tudo brincadeira, agora sei que foi verdade e que foi bom! Foi eterno enquanto durou! E também sei que o fim foi por uma razão menos dolorida do que pensei que fosse.
Agora tudo está respondido, tudo está mais leve, realmente posso continuar o que eu estava fazendo, sem culpa, sem tentar provar mais nada. Posso continuar vivendo e sei que viveremos!

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

And I feel...

"AND I'LL REMEMBER..."

"Say which flavor you like, and I'll have it for you"


Falta pouco mais de 01 mês para o espetáculo. Coração disparado, ainda incrédulo. Somente quando eu estiver dentro daquele estádio e começar a ouvir as batidas de Candy Shop é que de fato acreditarei que estou em seu show!

"I'll be your one stop"

Pra alegria geral da nação, ela vai fazer um remake de Vogue, com samples de 4 Minutes. Ouvi um pedacinho da canção e acho que infartarei de tanto dançar.

"Let your body move to the music, let your body go with the flow"

Claro que todos gostariam de ouvir suas clássicas, mas Madonna não costuma se repetir. Se bem que ao mesmo tempo em que diz isso, ela criou a tradição de cantar Holiday em todos os shows. Só que agora, parece que a tradição chegou ao fim. O máximo que conseguiremos será uma a capella. Madonna vem cantando trechos de clássicos em cada show. Os italianos ganharam Like a Virgin, os americanos de Los Angeles ganharam Dress you up.

"Just one day out of life, it would be so nice"

Eu gostaria muito de ter ido a Confessions Tour, acho que eu teria morrido e ressuscitado e morrido de novo. E tenho muita curiosidade com a Re-Invention Tour onde ela promoveu seu American Life, que foi um cd mal compreendido, assim como Erotica. Agora só no DVD, e isso se a amiga Warner cumprir o que disse: que ano que vem teremos Re-invention Tour DVD. Eu espero e rezo que sim.

"Do I have to change my name? This type of modern life is not for me"

A fase Erotica, minha favorita. Quebrando tabus, chocando, delirando, curtindo e aproveitando. As pessoas são muito hipócritas e cegas, todos fazem, todos têm, todos usam. E ela só mostrou ao mundo isso: Todos gostam! Se ouvirem o álbum, a coisa mais erótica além da faixa título e a capa do cd, pois seu conteúdo é muito bem colocado com letras inteligentes e até de protestos. Vale a pena! Muito a pena. (Eu queria que tivesse uma fase bem Erotica nesse show).

"All over me"

Claro que torci o nariz para Hard Candy, mas você precisa de paciência e ouví-lo muito mais que uma vez só. Aprendi a gostar desse cd, e mais ainda, Madonna teve um propósito ao fazê-lo (meio bobo, mas enfim). Só que o cd não saiu um cd para ela pagar de gostosa e ficar rebolando, como era a moda, com letras do tipo "pega na minha..", "passe a mão no meu corpo", etc. Ela colocou todo o seu toque madônnico e nos deu faixas brilhantes como Devil Wouldn't Recognize You, Beat Goes On e o hino (pelo menos pra mim) Give It 2 Me! Letras que falam sobre dançar, amor, traição, enfim. Realmente, esse cd é um doce duro, muito duro, mas que deixa um gosto açucarado em nosso paladar ao final!

"If it's against the law arrest me. Give it to me, no one's gonna stop me now!"

Créditos das fotos:
estrelasnaparede
imotion
papelpop
tramafotografica
clicrbs
dionisioleitao(photobucket)

Histórias em um coletivo

A mulher começa a olhar como se incomodada com algo. Ele virado num "S" dentro daquele aperto, então uma senhora que estava ao seu lado disse que para a mulher incomodada:
-Não adianta ficar olhando pra trás não, está tudo apertado, acaba empurrando mesmo.
E a mulher incomodada:
-Você tá ouvindo alguma coisa?! - disse para sua amiga.
-Não - a amiga respondeu cinicamente.
-Agora então vou começar a andar só olhando pra frente, não pode mais olhar pra trás!
E ele ali esperando uma chickfight, mas nada aconteceu. Já não estava num dia legal e ainda enfrentar esse coletivo hiper lotado não ajudou muito a melhorar seu humor!
Fica Beto! E faz a gente de besta mais quatro anos!

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Hope I live to tell...

"Eu tenho uma história pra contar
Às vezes fica tão difícil de escondê-la direito
Eu não estava preparada para a queda
Cega demais para conseguir enxergar o que estava escrito no murro

Um homem pode contar mil mentiras
Eu aprendi bem minha lição
E espero viver para contar o segredo que aprendi
Até então ele estará queimando dentro de mim

Eu sei onde a beleza mora eu a vi uma vez
Conheço o calor que ela dá
A luz que você nunca conseguiria enxergar
Brilha lá dentro, você não pode tirá-la de mim

A verdade nunca demora a aparecer
Você a manteve bem escondida
Se eu viver para contar o segredo que eu sabia,
Então será que terei essa chance novamente?

O segredo que eu escondo será que vai esfriar?
Será que vou envelhecer?
Como eles poderiam escutar?
Quando é que eles vão aprender?
Como eles vão saber?"

Isso é humanidade?

Eu ainda não consigo me conformar com a brutalidade do (se é que podemos chamar assim) ser-humano. Talvez, por opção e/ou inconscientemente, eu tenha me alienado do mundo dos telejornais e mesmo com internet, procuro coisas fúteis para me entreter e esquecer da crueldade nesse mundo.
Sem querer, ontem descobri que essa semana, uma criança de 09 anos foi assassinada e deixada dentro de uma mala na rodoviária aqui da minha cidade. Fiquei chocado com a brutalidade. E mais chocado ainda ao saber que a menina Rachel estudava no mesmo colégio onde eu passei sete anos da minha vida. Talvez, ela até fizesse o mesmo trajeto que eu para tomar o ônibus e ir pra casa. Talvez, pudesse ter sido eu.
Após ler a notícia, inexplicavelmente, senti um vazio tremendo e questionei esse mundo besta! Pra onde iremos? E o que vamos fazer amanhã? Pra que estou aqui hoje? Qual o fundamento disso tudo? Pois num piscar de olhos, alguém pode interromper sua respiração, fazer seu coração parar de bater, te colocar à sete palmos e dar um ponto final em você.
Sei lá, apenas me senti muito vazio.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Vida!

Ser dono de casa não é fácil! Lavar roupa, limpar a casa, comprar comidinha gostosa, pagar contas, ir pro trabalho. Nossa!
Saudades dos tempos do colinho da mamãe, de pedir pro pai comprar caderno novo pra escola e de ajudar a mãe com pequeninas tarefas caseiras, como por exemplo, tirar o pó da estante.
Agora tudo está diferente, o tempo de criança passou e ele precisa crescer (ou será que ele já cresceu?). É a primeira vez que ele vive sozinho, pois da vez passada não conta porque tinha a aspirante a encosto vivendo junto. A única vantagem da vez passada era a de que eles tinham praticamente uma empregada em casa e não precisavam pagar salário, uma vez que, eles pagavam todas as contas pro quase encosto viver de barriga pro ar. Mas chega de falar disso.
Na vida nova ele agora aprende novamente a viver no mundo adulto, tentando ser responsável, mas ele não quer perder toda sua infantilidade que o ajuda a sobreviver no mundo cão, por todos esses anos. Ele não quer perder seu espírito de criança, vai achar um meio-termo, e conseguir equilibrar essas duas almas que o habitam: a criança e o adulto.
Hora de brincar sério de casinha. Hora de mostrar ao mundo que você cresceu! Ou tentar mostrar ao mundo que não precisa levar a vida tão a sério, que existem momentos de pura diversão, sem pensar no dia seguinte.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Complete: Quem tudo quer...

Pois então, a aspirante a encosto tinha uma meta: viver às custas deles coçando a prixiquita enquanto eles ralam e ralam e pagam tudo.
Agora, eles saíram e as contas ficaram pra ela. E também está ficando sem metade dos móveis, três colchões, um chuveiro e um aquecedor.
Ele daria tudo pra voltar àquele apartamento (mentira) só pra ver que tudo está bem vazio.
Bem feito pra essa chuchu podre, achou que iria levar ouro e no fim está comendo terra. Boa sorte aí, que você consiga comprar muito DL para a MCDL, ela está crescendo (a pança também) e o apetite voraz, por tudo o que vê pela frente e é de comer, também.
Ele só tem a dizer para a aspirante a encosto: sinta-se em casa!

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Home sweet home

Começa o mês e coincidentemente começa uma nova vida.
Foi praticamente uma operação de guerra. Na calada da noite tudo o que era possível de se guardar, eles guardaram. Ele ainda se lembra de ter olhado no relógio que marcava 05h38AM de sábado, e se encontrava ali, desmontando uma prateleira no seu quarto. Foi até a geladeira e pegou a jarra que a mãe da MCDL usava sem parar, tirou todo o suco dela (horrível por sinal) e jogou em outra jarra (que dessa vez pertence a ela), pegou também os copos que viviam circulando, que também eram deles.
Ele enfim adormece, e a última vez que olhou no relógio, já eram 06h40.
Sua irmã o acorda às 15h, ele levanta, e então começam a organizar o que vai e o que não vai nessa viagem. Por ser pouca coisa, chamaram a outra irmã e o marido para levarem de carro as coisas. Foram duas viagens. Ainda ficaram coisas pra trás, mas eles pegam essa semana.
Chegando ao prédio novo, entram pela garagem, uma mala gigantesca (capaz de abrigar um corpo ali dentro) cheia de roupas da irmã; e mais inúmeras bolsas menores com roupas dele e afins. Vindo pela garagem a irmã se confunde e entram no elevador errado.
Eles chegam ao andar que seria o certo:
- Então, a gente vai ter que atravessar um corredor porque pegamos o elevador do outro lado. – disse a irmã.
- Aham. – ele responde.
Então a irmã desce do elevador, ele fica segurando a porta:
- Veja – ela explica – essa é a porta, você atravessa e tem outra pra passar, e então você vai enxergar a porta do nosso apartamento.
Nisso ele vê a irmã sumir depois da porta se fechar. De repente a porta se abre e irmã com uma expressão desesperada no rosto (ele pagaria tudo para rever a cena):
- Não é nesse bloco, cara. Estamos no bloco errado. Eu fui direto à porta e olhei, e opa, não é aqui.
- E agora?
- Teremos que voltar ao térreo e ir para o outro bloco.
Descendo no térreo, eles partem ao outro bloco, um corredor estreito e cheio de curvas. Ele arrastando aquele malão que parecia que continha um cadáver e ela levando um carrinho que parecia de compras, com o resto das coisas. E eles iam, iam, iam, passaram pessoas por eles. E chegaram ao elevador certo. Ufa!
Adentraram ao seu lar doce lar. Brindaram com caldo cana e limão, ele, a irmã, o cunhado I e a outra irmã. Brindaram a nova casa, nova vida, o novo começo.
E à noite ainda teriam a festa de Halloween. Como é bom ser livre.




Crédito da foto: pasquale.xurumelas.com.br